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contra o golpismo

Movimentos sociais, sindicatos, artistas e intelectuais fazem hoje ato pela democracia

Entidades convocam a população para manifestação unitária em defesa da democracia, dos direitos dos trabalhadores e contra o golpe
por Redação RBA publicado 18/03/2016 10h49, última modificação 18/03/2016 12h39
Entidades convocam a população para manifestação unitária em defesa da democracia, dos direitos dos trabalhadores e contra o golpe
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São Paulo – A Frente Brasil Popular, que reúne mais de 60 entidades da sociedade civil, entre movimentos sociais e sindical organiza hoje (18) manifestações públicas em algumas das principais cidades do país, em defesa da democracia, da legalidade e contra a tentativa de interromper o mandato da presidenta Dilma Rousseff. Em São Paulo, o ato deve ter a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também estão confirmadas as participações de intelectuais, representantes da classe artística e políticos. "O ato é uma resposta aos ataques conservadores, articulados pelos grandes meios de comunicação, grandes empresas e seus representantes nos poderes Legislativo e Judiciário. São setores que querem retroceder qualquer avanço mínimo conquistado pelas e pelos trabalhadores deste", diz a Frente Brasil Popular, em nota.

Em São Paulo, a concentração está marcada para as 16h, no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. A CUT, também em nota, diz que a mobilização de hoje marca o "compromisso com as conquistas populares, com o direito da classe trabalhadora à participação política para definir os rumos do país e com a mudança na política econômica", e lista 18 motivos para sair às ruas, da defesa dos programas sociais às liberdades civis, que estão ameaçadas.

Para a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a democracia sofre "o mais grave ataque desde o fim da ditadura", que coloca em risco "conquistas sociais, empregos e direitos constitucionais". Os trabalhadores petroleiros vão denunciar também as tentativas de entregar as reservas do pré-sal às petrolíferas estrangeiras, por meio do desmonte e privatização da Petrobras. "O combate à corrupção não pode servir de pretextos para o golpe das elites, que sempre se beneficiaram dela. Queremos a apuração e punição de todos os corruptos, sem seletividade e dentro da legalidade", diz a federação em nota, que defende que a maior estatal brasileira continue sendo pública.

Para a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, "nesse momento político delicado que vive o Brasil, é preciso que os estudantes, mais uma vez, se posicionem ao lado da democracia, como sempre foi." Ela afirma que todos os avanços conquistados pelos estudantes só foram possíveis através de mobilização e luta, e em ambiente democrático.

Coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos afirma que a entidade mantém o posicionamento crítico ao governo Dilma, ao ajuste fiscal e também às medidas que visam a retirar direitos dos trabalhadores no Congresso Nacional, mas que o momento é de "um ataque efetivo às liberdades democráticas, que deve ser combatido com o povo na rua".

A participação dos metalúrgicos do ABC também deverá ter destaque na manifestação de hoje (18). Segundo o presidente do sindicato da categoria, Rafael Marques, trata-se de uma "categoria de luta, solidária e fraterna", e que durante o período da ditadura e, depois, no período neoliberal, aprendeu a resistir aos ataques da direita.

João Pedro Stédile, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), afirma que a Rede Globo "se transformou na principal força golpista" e coloca todas as mazelas da sociedade e da crise do capitalismo nas costas do governo. "O governo tem seus erros, e precisa consertar, mas nem por isso a Globo tem o direito de provocar um golpe." Ele diz que os verdadeiros inimigos da classe trabalhadora são o capital financeiro, as corporações internacionais e o latifúndio, "A maioria do povo e da sociedade brasileira é progressista. Queremos mudanças para frente", diz Stédile.

O teólogo Leonardo Boff diz que o dia de hoje é decisivo para a defesa da democracia e "impedir que aqueles que são contra o povo voltem ao poder, privatizem os bens do Estado e deem um golpe".

O jornalista esportivo José Trajano pede que as diferenças partidárias sejam deixadas de lado. "Há um golpe em marcha, um golpe da direita. Eu, que venho de longe, já vivi situação semelhante, mas menos pior do que estamos vivendo no momento. Em favor da democracia, nós temos que nos unir e lutar, juntos."

A cantora Beth Carvalho, que deve participar do ato da Frente no Rio de Janeiro, convoca a todos por um "canto da democracia, contra o golpe, contra o impeachment". A cineasta paulista Tata Amaral diz que "a gente está vendo uma mudança muito bonita na cultura, no imaginário e na produção de nós brasileiros" e que não é mais possível manter privilégios só para alguns. "É por isso que a gente vai para as ruas, para defender essa mudança", diz ela, que pede ainda mais inclusão e garantias de direitos.

O músico pernambucano Lirinha, ex-líder do grupo Cordel do Fogo Encantado, aponta "uma vereda de injustiça, baseada em devolver o poder para grupos que sempre se opuseram à força desta Nação" e que, por isso, também vai às ruas. "Por amor ao país, vamos seguir em frente contra esse golpe das altas torres nas coberturas do nosso Brasil".

Na quarta-feira (16), um grupo de mais de dois mil artistas e intelectuais entregou ao presidente do Senado e do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), manifesto intitulado de Carta ao Brasil, em que pedem pela “manutenção do Estado Democrático de Direito” e da democracia no país.

Confirma a agenda de mobilizações que ocorrem hoje pelo país:

São Paulo, a partir das 16h, no vão Livre do Masp, Avenida Paulista (https://www.facebook.com/events/909827309124576/)

Rio Branco, a partir de 18h: ato em frente ao palácio;

Maceió: ato na Praça do Centenário;

Macapá: 16h, Praça Veiga Cabral (ao lado do Teatro das Bacabeiras);

Salvador: 15h: ato Campo Grande - Castro Alves

Vitória da Conquista (Bahia): 16h, na praça Sá Barreto;

Fortaleza: vigília permanente na sede do PT, com ocupação de espaços nas rádios e nas redes sociais; concentração às 14h na praça da Bandeira;

Distrito Federal: às 18h, ato no Museu da República (https://www.facebook.com/events/928230657290812/)

Vitória: às 18h, em frente à Rede Gazeta;

Goiânia: às 18h, na praça Universitária;

São Luís: às 15h, na praça Deodoro;

Cuiabá: às 10h, na praça Alencastro;

Campo Grande: às 16h, na avenida Afonso Pena;

Belo Horizonte: às 16h, na praça Afonso Arinos;

Juiz de Fora (MG): às 17h30, na praça da Estação;

Belém: às 17h, na praça da República;

João Pessoa: às 14h, no Lyceu Paraibano;

Curitiba: café da manhã na frente da Justiça Federal, e às 18h, ato na praça Santos Andrade (https://www.facebook.com/events/246412339026908/);

Recife: às 15h, na praça Derby;

Teresina: às 16h, na praça Pedro II;

Rio de Janeiro: às 15h, ato Cultural na praça XV com vários Artistas (https://www.facebook.com/events/1024469247618545/);

Natal: às 15h, ato na Midway;

Mossoró (RN): às 15h, ato em frente à Igreja São Manoel;

Porto Alegre: às 17h, ato na Esquina Democrática;

Porto Velho: às 15h, na rua Gonçalves Dias, 110, centro, na Seeb - Bancários (https://www.facebook.com/events/658981287576695/)

Ji-Paraná (Rondônia): às 15h, na praça Matriz;

Florianópolis: às 16h, no Ticen, centro;

Aracaju: às 15h, na praça General Valadão