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Aldeia Guarani-Kaiowá pode ser despejada; decisão está com o STF

É a terceira liminar de despejo direcionada à Aldeia Takuara; terra foi declarada de posse permanente do grupo em 2010
Publicado por Pedro Garbellini
16:01
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reprodução/ggn
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Desembargador do Tribunal Regional Federal da Terceira Região anulou decisão favorável aos indígenas

Jornal GGN – Os Guarani-Kaiowá da Aldeia Takuara pedem apoio urgente. Está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF) a liminar de reintegração de posse da aldeia localizada no município de Juti, Mato Grosso do Sul. É a terceira liminar de despejo, de acordo com blog Amazônia em Foco. A terra foi declarada de posse permanente do grupo indígena Kaiowá em 4 de julho de 2010 pelo então ministro da Justiça Luiz Paulo Barreto.

Em depoimento, a guerreira Guarani-Kaiowá Valdelice Veron denuncia violências de pistoleiros, policiais militares e federais, e também do Departamento de Operação da Fronteira (DOF). “A Terra Indígena Taquara hoje está se transformando para nós numa terra de sangue”, reflete a guerreira, tendo em vista que a região foi palco do massacre que resultou no assassinato do Cacique Marcos Veron, em 2003.

“Enquanto não houver demarcação que garanta o direito dos indígenas aos seus territórios originários, a cada retomada haverá tentativa de despejo, e a cada despejo haverá conflito e violência, porque os Guarani-Kaiowá estão dispostos a perder a vida, mas não perder suas terras”, relata em post a Central Sindical e Popular.

O desembargador Hélio Nogueira, do Tribunal Regional Federal da Terceira Região, anulou decisão anterior favorável à comunidade indígena. Quem pede a reintegração dos 9.700 hectares de terra é Ramão Cristaldo.

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