chuva de glitter

Bolsonaro é alvo de protesto em Porto Alegre

Durante passagem pela capital gaúcha, apoiadores do parlamentar iniciaram um tumulto com ativistas LGBT que se manifestavam pela visibilidade trans

reprodução/yt
bolsona

Antes de se apresentar na Assembleia, Bolsonaro recebeu uma “chuva de glitter”

São Paulo – Para marcar o dia 29 de janeiro, dedicado à visibilidade da população trans, jovens do Levante Popular da Juventude protestaram ontem (26) na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, na capital gaúcha. Na ocasião, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) visitava a Casa e recebeu uma chuva de glitter rosa dos manifestantes.

O parlamentar é conhecido por suas posições conservadoras que atingem diretamente a comunidade LGBT. Durante sua passagem pela assembleia, presentes entoavam frases de ordem, como  “A luta é todo dia, contra o racismo, o machismo e a homofobia.” . Bolsonaro visitou a capital gaúcha a convite do general do Exército Edson Leal Pujol, que assumiu o Comando Militar do Sul.

Aproveitando sua passagem por Porto Alegre, Bolsonaro, a pedido de seu partido, compareceu à Assembleia Legislativa para uma palestra sobre “O atual cenário político brasileiro”. Pouco antes do início da atividade, a confusão – que culminou com a chuva de glitter – foi instaurada. Ativistas marcaram para a ocasião um “beijaço gay”, que pretendia entregar flores ao deputado.

Houve conflito, pois além dos manifestantes da causa LGBT e dos direitos humanos, apoiadores do parlamentar também marcaram presença na Casa. Com cartazes contendo frases como “Bolsonaro 2018” e “Vá para Cuba, lá não tem homofobia”, os partidários aplaudiram o deputado quando ele bateu em um boneco do ex-presidente Lula vestido de presidiário. “Bolsonaro guerreiro, orgulho brasileiro”, cantavam,exaltados.

A presença dos dois grupos causou um tumulto com agressões na área externa do local. Uma ativista LGBT foi empurrada de uma escada por um apoiador de Bolsonaro, que foi impedido pela segurança da Assembleia de continuar a agressão.

Dentro da Casa, o parlamentar carioca se apresentou ao lado de nomes como o deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), que foi apresentado como “ícone do conservadorismo” no estado e que enfrentou “essa gente” para ser o parlamentar gaúcho mais votado no pleito de 2014. Durante sua campanha, Heinze chegou a declarar que “quilombolas, índios, gays e lésbicas são tudo que não presta”.

Em seu discurso, Bolsonaro defendeu posições como a revogação completa do Estatuto do Desarmamento. “Povo desarmado é povo que não reage”, disse imitando armas com as mãos. “Um fuzil 7.62mm deveria ser apresentado aos canalhas do MST”, completou. O carioca ainda criticou, sem citar nomes, desafetos políticos do estado. “Essas três que estão na frente das pesquisas não vão levar. Essas três não valem a metade de vocês”, disse em referência às gaúchas Maria do Rosário (PT), Manuela D’Ávila (PCdoB) e Luciana Genro (Psol). Quando se referiu diretamente a petista, seus apoiadores dispararam “vagabunda”.

Com informações do Sul 21


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