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Atos contra aumento da tarifa iniciam marchas em quatro áreas de São Paulo

Famílias organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto iniciam atos nas zonas leste e sul. Movimento Passe Livre ainda concentra mobilização
por Redação RBA publicado 19/01/2016 18h56, última modificação 19/01/2016 19h38
Famílias organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto iniciam atos nas zonas leste e sul. Movimento Passe Livre ainda concentra mobilização
CC Rangar8
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Concentração para o quarto ato contra alta das tarifas de transporte em São Paulo

São Paulo – Duas das quatro manifestações contra o aumento da tarifa do transporte coletivo em São Paulo, marcadas para a tarde de hoje (19), já começaram. Nas estações Itaquera, da Linha 3-Vermelha (zona leste), e Capão Redondo, da Linha 5-Lilás do Metrô (zona sul), milhares de sem-teto iniciaram marchas para protestar contra o reajuste das passagens. O Movimento dos Trabalhadores Sem teto (MTST) organiza os ato no Metrô em apoio ao Movimento Passe Livre (MPL) e também em protesto contra a violência policial em atos anteriores. Os sem-teto não divulgaram o trajeto das manifestações.

"Esta é uma pauta que toca diretamente o povo que se organiza no MTST e nos movimentos populares da periferia. O povo da periferia é o mais afetado pelo aumento da passagem e pela qualidade do transporte público", afirmou o coordenador nacional do movimento, Guilherme Boulos.

O cruzamento das Avenidas Faria Lima e Rebouças, na zona oeste, onde o Movimento Passe Livre (MPL) está organizando a mobilização, já está travado pelos manifestantes. De lá eles seguem em duas marchas: Para a prefeitura de São Paulo, no centro, e para o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, na zona sul.

“Esse reajuste pesa ainda mais no orçamento das famílias pobres. Milhões de pessoas deixam de usar o transporte coletivo a cada aumento. No papel o transporte é um direito social. Mas na prática as ações dos governantes vão contra esse direito, para favorecer os empresários”, afirmou Vítor Quintiliano, militante do MPL.

Na estação Faria Lima, da Linha 4-Amarela do Metrô (zona oeste), a Polícia Militar (PM) está novamente revistando as pessoas que chegam para o ato. Duas pessoas foram detidas portando um martelo e um estilingue e encaminhadas para delegacias da região.

Há uma grande concentração de policiais da Tropa de Choque, da Força Tática e das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam) no Largo da Batata. Parte da Tropa de Choque está bem próxima do local de concentração na zona oeste, fecha várias ruas próximas e conta com o apoio de helicóptero. Já nas estações do Metrô o policiamento é menos ostensivo.

O Passe Livre comunicou no início da tarde os trajetos que pretende fazer. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) emitiu nota criticando o movimento por não fazê-lo antes, mas garantiu que as manifestações vão transcorrer normalmente.

As tarifas do Metrô, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e dos ônibus da capital paulista aumentaram de R$ 3,50 para R$ 3,80 no último dia 9. Desde o dia 8, o MPL vem organizando manifestações contra o aumento. Foram três manifestações – duas fortemente reprimidas pela PM.