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Prefeitura de SP terá contrato direto com catadores para ampliar reciclagem

Secretário municipal de Serviços, Simão Pedro, afirmou hoje (30) que governo municipal vai alterar modelo de contratação que tradicionalmente era feito com empresas
por Helder Lima, da RBA publicado 30/11/2015 16h59, última modificação 30/11/2015 18h28
Secretário municipal de Serviços, Simão Pedro, afirmou hoje (30) que governo municipal vai alterar modelo de contratação que tradicionalmente era feito com empresas
Reprodução/Facebook
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Expocatadores será realizada até quarta-feira no Centro de Convenções do Anhembi

São Paulo – O secretário municipal de Serviços de São Paulo, Simão Pedro, afirmou hoje (30) na abertura da 6ª edição da Expocatadores, que a partir do ano que vem a ampliação da coleta seletiva na cidade será feita diretamente com as cooperativas de catadores, alterando um modelo que tradicionalmente era viabilizado pela contratação de empresas.O evento reúne até quarta-feira (2), no Centro de Convenções do Anhembi, na zona norte da capital, catadores de todo o país e também representantes desses trabalhadores em países da América Latina,

“Em 2016, todos os 96 distritos da cidade terão coleta seletiva”, afirmou o secretário, lembrando que quando o prefeito Fernando Haddad assumiu o executivo municipal a cidade tinha a coleta em 35% dos distritos. “De 96 distritos da cidade, ainda faltam 12 e vamos fazer contratos com as cooperativas”, disse.

O secretário também afirmou que os trabalhadores vão assumir na integralidade a gestão do conselho gestor do fundo dos catadores, que conta com recursos provenientes da comercialização das centrais mecanizadas, inauguradas por Haddad. “Neste fim de ano, o conselho ser reunirá para discutir a distribuição de cerca de R$ 1 milhão que o fundo já tem e eles vão decidir qual vai ser a melhor forma de distribuição”, afirmou Simão Pedro.

Ele também adiantou que no próximo dia 15, o prefeito vai inaugurar a primeira planta de reciclagem de resíduos orgânicos da cidade, para trabalhar com os resíduos das feiras livres. “Isso nós queremos fazer também até o ano que vem e assim avançar, com São Paulo dando exemplo da redução de gases do efeito estufa, ampliando a coleta seletiva e ampliando a reciclagem.”

A Expocatadores é tradicionalmente palco para o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff, mas neste ano as lideranças não participam do evento. Lula era aguardado na abertura de hoje, e Dilma no dia 2 (quarta-feira), mas ambos desmarcaram a participação.

O governo federal foi representado pelo ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, que chegou ao Anhembi às 9h e foi recebido por líderes do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis. “A presença nossa aqui é no sentido de reafirmar compromissos”, disse Rossetto. “Nós construímos legislações novas e importantes em relação aos resíduos sólidos, nós temos normas e acordos setoriais que mostram uma grande capacidade de construir os acordos positivos, acordos que dão sentido à nossa caminhada”, afirmou.

Um desses acordos foi assinado na semana passada para o setor de embalagens com 20 entidades, seguindo a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em vigência há cinco anos. Assinado por cooperativas de catadores e empresas, tem meta inicial de aumentar em 22%, em dois anos, a reciclagem desses materiais. “Trata-se de um primeiro passo para uma gestão de resíduos mais integrada e holística”, disse Vitor Bicca, presidente da Compromisso Empresarial pela Reciclagem (Cempre).

O representante do do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis Roberto Laureano disse que está tentando articular um encontro com a presidenta Dilma em Brasília para tratar do Comitê Interministerial para Inclusão de Catadores, criado em 2010, cuja coordenação será retirada da Secretaria-Geral da Presidência da República e deverá passar a integrar o ministério do Trabalho e Previdência Social.

Rosseto se manifestou favoravelmente à mudança administrativa. “Nossa presença aqui é de estimular com políticas públicas, seja na assistência técnica, no financiamento e no fomento para a aquisição de equipamentos para reciclagem. Fiscalizar e observar o cumprimento das políticas públicas que exigem um novo e qualificado tratamento de resíduos sólidos em nosso país. Portanto, é o momento de afirmar uma política que vem dando certo, que é positiva e correta. A expressão de todo esse trabalho é esta sexta edição da Expocatadores.”