caso mariana

Pelo rompimento de barreiras, Ibama multará Samarco em até R$ 100 milhões

Punição financeira é dividida em duas partes, uma representa o lançamento de rejeito nos rios e a outra pela perda de biodiversidade

Corpo de Bombeiros-MG
BB-BarragemMariana-20151106-23.jpg

Lama formada pelo rompimento avançou um raio de 100 quilômetros e chegou ao Rio Doce

São Paulo – O Ibama irá multar a Samarco em até R$ 100 milhões de reais. A punição financeira é dividida em duas partes iguais, uma pelo lançamento de rejeito nos rios e a outra, pelo impacto ambiental e destruição de biodiversidade. A empresa mineradora é responsável pelas barragens de rejeitos usados em processos de extração de minérios que na quinta-feira (5) romperam e soterraram o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais.

De acordo com a presidenta do Ibama Marilene Ramos, o órgão permanece analisando a área afetada. A estimativa é de que o rompimento das barragens de Fundão e Santarém lançou 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos na região. Ramos confirmou que foram verificadas alterações nas águas dos rios próximos, porém, isso não significa a presença de substâncias tóxicas nas amostras.

A lama formada pelo rompimento avançou um raio de 100 quilômetros e chegou ao Rio Doce, o que deixou cerca de 15 cidades abastecidas pelo rio em estado de alerta. Até agora, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais já confirmou seis vítimas fatais, mas seguem as buscas por desaparecidos. Dois outros corpos encontrados aguardam identificação.

A mineradora Samarco tem até amanhã (13) para responder à recomendação do Ministério Público de Minas Gerais para que adote medidas imediatas de garantia dos direitos das vítimas. Entre as ações propostas, está o pagamento de um salário mínimo mensal a cada família atingida “para atender às necessidades imediatas dessas pessoas”, diz o documento, entregue no início da semana.