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Em Minas

Defesa consegue adiar novamente julgamento de Unaí

Agora, dois réus serão julgados na próxima terça (27) e dois em novembro
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 22/10/2015 16h16, última modificação 23/10/2015 11h11
Agora, dois réus serão julgados na próxima terça (27) e dois em novembro
Hoje em Dia/Folhapress
Julgamento Chacina de Unaí

Vigília em Belo Horizonte reúne familiares de vítimas e fiscais do trabalho: em busca de encerrar luto de 12 anos

São Paulo – Durou aproximadamente meia hora a primeira sessão de julgamento de acusados de serem mandantes da chacina de Unaí (MG), ocorrida em janeiro de 2004. Advogados de defesa conseguiram o adiamento, alegando que algumas provas foram adicionadas ao processo sem prévio conhecimento. Com isso, o julgamento começará apenas na próxima terça-feira (27), para dois dos réus. Outros dois serão julgados em 4 e em 10 de novembro.

Hoje (22) deveriam ser julgados o empresário Norberto Mânica, acusado de ser o mandante, José Alberto Costa, o Zezinho, e Hugo Alves Pimenta, acusados de participar da contratação dos pistoleiros que mataram três fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho. A equipe participava de uma operação de fiscalização a situações de trabalho degradante na zona rural de Unaí, em 28 de janeiro de 2004.

Logo no início da sessão, Hugo, que fez acordo de delação, teve o julgamento separado, sem desmembramento dos autos – e seu julgamento passou para 10 de novembro, a partir das 8h30. Norberto e José Alberto deverão ser julgados na próxima terça, no mesmo horário.

O quarto réu é o ex-prefeito de Unaí Antério Mânica, irmão de Norberto, também acusado de ser mandante. Seu julgamento passou da próxima terça para 4 de novembro, igualmente às 8h30.

"Estamos indignados", disse a presidenta do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Rosa Maria Campos Jorge. "Acredito que essa manobra é para ganhar tempo para eles entrarem com outras ações, como em 2013 (quando deveria ser realizado o julgamento). Acredito que eles vão tentar de novo."

Para ela, a medida indica receio de condenação. Fiscais e familiares continuarão em vigília diante do prédio da Justiça Federal Criminal, em Belo Horizonte. "Vamos continuar cobrando, como estamos fazendo há 12 anos. Não aguentamos mais esse adiamento infinito. Os familiares precisam ter um pouco da paz, desse luto que não acaba. E os auditores também precisam de um pouco de tranquilidade."