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Funk se torna ferramenta para inclusão social em projeto na periferia

Liga do Funk usa a música para politizar e conscientizar a juventude
Publicado por Redação RBA
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Reprodução/TVT
Liga do Funk

Jovens discutem problemas nacionais e da periferia, como a redução maioridade penal e as ações da polícia

São Paulo – Na capital paulista, a Associação Liga do Funk utiliza o gênero musical para trabalhar a inclusão social, transformação pessoal e a conscientização política. Todas as terças-feiras o movimento reúne jovens para dar formação musical e debater os problemas nacionais e da periferia.

Em entrevista ao repórter Jô Miyagui, da TVT, o presidente da associação, o produtor musical Marcelo Galático, afirma que movimento é importante para levar informações e politizar a juventude. “É um espaço para politizarmos a molecada, com a possibilidade de profissionalizar o jovem, levando informações. Eu vejo na periferia um certo afastamento do poder público, e a Liga é uma ponte conseguirmos chegar em um jovem de periferia, que hoje não tem tanto apoio, nem oportunidade.”

O funk, que possui uma variação de subgêneros, enfrenta preconceito da sociedade, assim como o rap já sofreu. Galático, que produz destaques do ritmo como Valeska e Ludmilla, acha que as pessoas devem entender que o funk é outra forma de cultura e expressão da periferia.

O vice-presidente da Liga do Funk, Bruno Ramos, diz que a comunidade conseguiu avanços, mas falta informação para os adolescentes. “O processo de melhoria nesses últimos 12 anos mudou de verdade a nossa comunidade. Só que tem uma dificuldade que só estimulou a comunidade, não politizou a juventude para saber quais as referências, para conhecer parte de sua história.”

Segundo a estudante Laila Almeida Braga, há diversas discussões importantes nas reuniões, que ajudam a levar conhecimento aos participantes. “A gente debate bastante a redução da maioridade penal, sobre a polícia, qual o papel do Estado dentro disso. Nós fomos convidados para uma conferência sobre a saúde, e fomos para trazer mais informação, pois há uma ausência de informação.”

Assista à reportagem de Jô Miyagui, da TVT.

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