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Grito da Terra mobiliza trabalhadores da agricultura em todo o país

Em sua 21ª edição, evento reúne movimentos por reforma agrária, desenvolvimento sustentável, mais investimentos e previdência para trabalhadores do campo

reprodução/TVT
Grito

Contag cobra respostas do governo a reivindicações entregues à presidenta Dilma no mês passado

São Paulo – Começou ontem (18), em todo o país, a 21ª edição do Grito da Terra Brasil, principal mobilização dos movimentos do campo. A atividade organizada pela Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), em parceria com entidades como a Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf) e a CUT, e deve reunir milhares de trabalhadores, em Brasília. O tema deste ano é “Desenvolvimento Rural Sustentável com garantia de Direitos e Soberania Alimentar”.

A pauta do Grito da Terra foi entregue à presidenta Dilma Rousseff em 15 de abril. Reforma agrária, agroecologia, investimento no campo e alteração nas regras da previdência social para os trabalhadores da agricultura familiar encabeçam a lista de negociação com ministérios e órgãos do governo. As reuniões vêm acontecendo desde a semana passada e prosseguem nos próximos.

“Alguns ministros sinalizam positivamente, com outros estamos enfrentando enormes dificuldades, especialmente no que se refere a recursos orçamentários. Estamos muito preocupados”, disse o presidente da Contag, Alberto Broch, em entrevista ao repórter Uélson Kalinoviski, do Seu Jornal, da TVT.

Com urgência, a Contag espera uma resposta para a pauta do Grito da Terra, já na próxima quinta-feira (21), durante nova audiência com Dilma.

Além das questões gerais, há também as pautas locais que trazem problemas específicos de cada região. No Pará, por exemplo, a preocupação é com os impactos da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, cujas obras estão atingindo diretamente a subsistência dos povos tradicionais.

Já no norte do estado do Rio de Janeiro, a luta é pelo direito à terra. Agricultores que vivem nas regiões de Campos dos Goytacazes e Macaé enfrentam o poder dos latifúndios ligados às grandes usinas sucroalcooleiras. Eles alegam que os usineiros “compram tudo o que tiver pela frente” para impedir o acesso à terra aos pequenos agricultores.

Assista a reportagem completa do Seu Jornal, da TVT: