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São Paulo passa a ter 120 pontos de acesso livre à internet

Prefeitura garante que os 96 distritos da cidade tenham ao menos uma praça para oferecer o serviço à população
Publicado por Helder Lima, da RBA
15:24
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prefeitura.sp.gov.br
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Em agosto de 2013, prefeitura começou a testar as Praças Digitais (Wi-Fi Livre SP), na praça Dom José Gaspar

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, esteve na manhã de hoje (14) no vão livre do Masp, na avenida Paulista, para anunciar a conclusão do projeto WiFi Livre que, com a inauguração do acesso à internet na área do museu hoje, passa a oferecer 120 pontos de acesso na cidade. “Em função desse projeto, São Paulo é a cidade com maior inclusão digital da América Latina”, afirmou o prefeito.

Por meio dos 120 pontos, a prefeitura garante que todos os 96 distritos da cidade tenham ao menos uma praça para oferecer o serviço à população. Além de promover a inclusão digital, o projeto também poderá reforçar a vocação de convivência dos locais públicos na cidade serviços pelo projeto. “As notícias que eu recebo é que as praças que têm WiFi estão sendo mais frequentadas. Isso é fundamental para a cidade manter as suas praças em ordem. Em vez de as pessoas jogarem lixo nas praças, dando trabalho para os garis, vão agora usar a praça como se fosse extensão da sua casa”, disse Haddad.

Para tornar viável o serviço gratuito em todas as localidades, a prefeitura investiu R$ 9 milhões desde que o primeiro ponto começou a operar em caráter experimental na Praça Dom José Gaspar, no centro. “Agora, vamos verificar como expandir o serviço para outras praças”, afirmou o secretário de Serviços, Simão Pedro. Ele acredita que a população aumentará a demanda pelo serviço tão logo tenha conhecimento dos pontos onde já é possível navegar com qualquer aparelho, smartphone, notebook ou tablet, que tenha o padrão de conexão WiFi.

Para as próximas etapas de expansão do serviço, no entanto, a prefeitura deve adotar um novo modelo de negócios, inspirado na experiência de cidades como Madri, Nova York e Buenos Aires, em que o serviço é oferecido por empresas que exploram suas áreas com publicidade. “Estamos estudando qual a melhor forma em termos de financiamento”, comentou o secretário.

Para manter cada ponto dos 120 já inaugurados, a prefeitura gasta mensalmente de R$ 9 mil a R$ 15 mil; esse valor não leva em consideração o custo de instalação da infraestrutura. Segundo o secretário, uma das questões que precisam ser analisadas é como a permissão de publicidade nas praças de acesso será feita sem entrar em conflito com a lei Cidade Limpa. Simão Pedro acredita que um dos próximos pontos que terão o WiFi livre será o parque do Ibirapuera.

Na cola do WiFi

Denis Henrique, 22 anos, morador do Itaim Paulista, zona leste, trabalha como ascensorista em um prédio comercial da avenida Paulista e, enquanto o prefeito inaugurava o serviço na manhã de hoje, ele usava seu smartphone para verificar mensagens no Facebook. Denis afirmou que o serviço gratuito é bastante útil porque ele não tem pacote de dados de sua operadora. “Quando preciso fazer algo só uso o WiFi.”

Uma das vantagens do acesso oferecido pela prefeitura em relação a outros acessos gratuitos é que o usuário não precisa se cadastrar para poder navegar. Isso significa também que o sistema não permite que o usuário seja rastreado por softwares de robôs, que veiculam publicidade indesejada na tela do usuário com base nos rastros de navegação. “Nós fizemos um sistema diferente porque a pessoa tem o direito de não ser vigiada. No mundo da internet, é preciso valorizar a privacidade, o direito ao anonimato”, afirmou Sérgio Amadeu da Silveira, sociólogo e professor da Universidade Federal do ABC que desenvolveu a concepção do projeto da prefeitura.

Durante a inauguração no Masp, Amadeu citou dados de pesquisa de uso da rede do IDC e comentou que casos de usuários que têm dispositivo, mas não têm o pacote de dados, como Denis Henrique, representam cerca de 20% das pessoas que estão conectadas na classe C. Amadeu também disse que o projeto da prefeitura ajudará a promover a inclusão digital entre as pessoas de baixa renda. “Apenas 18% dos brasileiros que ganham até um salário mínimo têm acesso à rede”, disse. Ele também destacou que 74% dos usuários buscam as redes sociais no acesso, e que os tipos de serviços procurados entre as comunidades carentes são semelhantes aos usos preferidos entre os jovens.

Confira o mapa dos 120 pontos de acesso na cidade: www.wifilivre.sp.gov.br

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