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Ativistas fazem novo protesto hoje contra paralisação das ciclovias em SP

Prefeitura de São Paulo entrou na Justiça contra a suspensão determinada pela Justiça. Protesto conta com a solidariedade de cidades, no país e no mundo, que também convocaram bicicletadas
por Redação RBA publicado 27/03/2015 12h08, última modificação 27/03/2015 13h59
Prefeitura de São Paulo entrou na Justiça contra a suspensão determinada pela Justiça. Protesto conta com a solidariedade de cidades, no país e no mundo, que também convocaram bicicletadas
Reprodução/TVT
ciclo

Infraestrutura cicloviária protege a vida do usuário e estimula o uso, segundo a Ciclocidade

São Paulo – Cicloativistas, adeptos e praticantes de ciclismo em geral, além de representantes de entidades de diferentes setores se preparam para, a partir das 18h de hoje (27), uma nova manifestação contra a decisão da Justiça paulistana de paralisar as obras de construção de ciclovias na capital. O ato será realizado na Praça do Ciclista, na avenida Paulista, região central da cidade.

Também estão programadas bicicletadas nas principais cidades e capitais do Brasil, bem como em cidades dos Estados Unidos, Alemanha, México, Chile, Costa Rica e diversos outros países, todos em apoio a São Paulo.

A prefeitura entrou na Justiça para suspender a liminar que determinou a paralisação de obras de novas ciclovias da cidade. Ontem, o Tribunal de Justiça manteve, por unanimidade, a ciclovia em frente ao Colégio Madre Cabrini, na Vila Mariana, zona sul, que também havia sido questionada judicialmente.

Para o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, a decisão pode ajudar no recurso da prefeitura pela retomada das obras.

A medida causou indignação entre os cicloativistas. Para eles, as ciclovias reúnem vários benefícios e já estavam colocadas na plataforma do prefeito Fernando Haddad, assim como os corredores de ônibus. Não cabe ao Ministério Público questionar uma política pública que foi escolhida pela maioria.

Na avenida Paulista, o juiz entendeu que foram cumpridas as exigências de informação prévia aos usuários e permitiu a continuidade das obras.

Para a cicloativista Aline Cavalcanti, a promotora do Ministério Público Estadual de São Paulo (MP-SP) que pediu a suspensão das obras está "completamente deslocada da discussão": “Isso é muito claro porque os argumentos que ela usa são completamente desconectados da realidade. Ela usa como base 80 reclamações, via ouvidoria, de moradores do Jardins, para questionar uma política pública. Chega a ser meio patética a maneira como isso está sendo feito".

Para Daniel Guth, diretor de participação da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), a argumentação da promotora também é incoerente, pois, coloca "em xeque todos os investimentos e a necessidade de se investir no sistema cicloviário".

"Ao questionar isso, a promotora incorre em um gravíssimo erro. Inclusive, entramos com uma ação contra ela na corregedoria do MP-SP", afirma Daniel, pois, segundo ele, a ação da promotora entra em conflito com a constituição do Ministério Público, que tem como premissa máxima a preservação da vida.

Existem, hoje, 235 quilômetros de ciclovias em funcionamento. A meta da prefeitura é implementar 400 quilômetros de ciclovias, até o fim do ano. A Ciclocidade, que monitora o uso e reúne estatísticas sobre a utilização do sistema cicloviário, afirma que, nos locais onde as ciclovias são implementadas, o crescimento da utilização "é enorme".

"O MP mexe com uma questão essencial e cara para todos os ciclistas, em todas as partes do mundo. É um movimento horizontal, não tem liderança. É um movimento político, de ação política. Vai ser gigante, enorme", disse Daniel Guth, em reportagem da Rádio Brasil Atual.

Assista a reportagem completa do Seu Jornal, da TVT:

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