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Marcha contra reajuste de tarifa é reprimida com bombas pela PM na prefeitura de SP

Centenas de policiais dispararam bombas para todos os lados e encurralaram manifestantes nas proximidades da sede prefeitura, impedindo que o ato seguisse para a Secretaria Estadual dos Transportes
Publicado por Carol Scorce, para a RBA
18:49
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Policiais dispersaram os manifestantes com bombas de efeito moral no Viaduto do Chá, em frente ao Edifício Matarazzo, sede da prefeitura <span>(Danilo Ramos/RBA)</span>Quando o ato ainda estava pacífico, manifestantes projetaram frases de protesto no prédio da prefeitura <span>(Danilo Ramos/RBA)</span>Marcha seguiu da Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, e chegou pacificamente até o Viaduto do Chá, onde acabou dispersa <span>(Danilo Ramos/RBA)</span>Manifestantes que correram para a Praça do Correio, perto do Vale do Anhangabaú, ficaram na mira dos policiais <span>(Danilo Ramos/RBA)</span>Concentração da marcha na Praça do Ciclista reuniu cerca de 5 mil manifestantes; ato cresceu durante o trajeto até a sede da prefeitura <span>(Danilo Ramos/RBA)</span>Assim como o primeiro ato, a manifestação desta sexta-feira (16) não chegou ao destino por conta da forte repressão policial <span>(Danilo Ramos/RBA)</span>Bombas de efeito moral, de gás lacrimogêneo e balas de borracha foram disparadas contra todos <span>(Mídia Ninja/Facebook)</span>

São Paulo – O segundo protesto contra o aumento das tarifas de ônibus, trêm e metrô em São Paulo, organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL) no início da noite desta sexta-feira (16), terminou no centro com forte repressão policial. Bombas de gás e balas de borracha foram usadas pela Tropa de Choque da Polícia Militar contra os manifestantes em frente à sede prefeitura, no Viaduto do Chá. A marcha com aproximadamente 12 mil pessoas partiu da Praça do Ciclista, descendo pela Rua da Consolação até a prefeitura. O movimento pretendia encerrar a manifestação em frente à Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, na Rua Boa Vista, mas a ação da PM dispersou os manifestantes antes disso.

Uma primeira bom de gás foi lançada contra a marcha em frente à Praça do Patriarca tão logo os manifestantes se organizavam para ir até a secretaria estadual. Até este momento, por volta das 20h30, não havia ocorrido nenhum tipo de depredação ou movimentação dos manifestantes contra a polícia. Uma mulher atingida na perna enquanto corria para o Vale do Anhangabaú foi atendida pelo Corpo de Bombeiros. Uma garrafa de água, jogada na Tropa de Choque, teria sido o motivo alegado pela PM para dispersar a manifestação.

O efetivo policial contou com cerca de 1.000 homens, 200 a mais do que no primeiro ato, realizado dia 9. Durante a concentração, representantes do MPL contavam com uma manifestação sem confusões. “Conseguimos comprovar que a ação da PM, no último ato, foi violenta. Acreditamos que hoje a marcha chegará ao final sem confrontos”, disse Heudes Cássio da Silva, representante do MPL, pouco antes do início ato. A Polícia Militar disse no início do ato que a quantidade de manifestantes seria informada à imprensa após o encerramento da marcha, mas não houve entrevista coletiva.

Quando a marcha ainda estava na Rua da Consolação, a PM agrediu um garoto de 17 anos, identificado por Wieliton, que estava mascarado e, segundo os policiais, tinha uma pedra na mão. Pelo menos oito manifestantes foram presos. No dia 9, foram 51.

No Viaduto do Chá, antes da repressão policial, o MPL projetou no prédio da prefeitura a frase “Je Suis Catraca”, com a foto do prefeito Fernando Haddad (PT) ao fundo. Além do Passe Livre, outros movimentos sociais integraram a manifestação, como o Juntos, o Psol e o coletivo Rua.

O terceiro protesto está marcado para a próxima terça-feira (20). Desta vez, o movimento pretende levar a mobilização para a zona leste, e a concentração será às 17h na Praça Silvio Romero, próxima ao metrô Tatuapé. Além das manifestações na cidade de São Paulo, o movimento organiza mobilizações no ABC, Osasco, Barueri, Mogi Das Cruzes, Francisco Morato e Ferraz de Vansconcelos.

O primeiro ato contra o aumento das tarifas de R$ 3 para R$ 3,50, que começou a vigorar no último dia 6, contou com aproximadamente 8 mil pessoas, e também foi marcado por forte repressão policial.

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