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Após reunião com construtora, 'Copa do Povo' aguarda audiência de conciliação

Para manifestação de hoje (22), marcada para ocorrer às 17h, no Largo da Batata, MTST deve ganhar reforços do MPL e Comitê Popular da Copa
por Redação RBA publicado 22/05/2014 14h15
Para manifestação de hoje (22), marcada para ocorrer às 17h, no Largo da Batata, MTST deve ganhar reforços do MPL e Comitê Popular da Copa
Flávio Freire/fotógrafos ativistas
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Cerca de 5 mil famílias estão na ocupação Copa do Povo, que fica próxima da Arena Corinthians

São Paulo – O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) realizou ontem (21) reunião com a construtora Viver, dona da área da ocupação 'Copa do Povo', em Itaquera, zona leste de São Paulo. De acordo com a coordenadora estadual do MTST, Natália Szermeta, a reunião foi o primeiro diálogo, mas as decisões judiciais vão ser tomadas amanhã (23), durante audiência de conciliação proposta pela Justiça paulista na determinação que adiou a reintegração de posse do terreno após o movimento ocupar, na última terça-feira (20), a sede da empresa, no Parque do Carmo, também na zona leste.

“Foi um primeiro diálogo que tivemos com a construtora, um espaço onde o movimento colocou a intenção de fazer um empreendimento naquele terreno”, diz Natália em entrevista à Rádio Brasil Atual.

Cerca de 5 mil famílias estão alojadas desde o início deste mês na ocupação 'Copa do Povo', que fica próxima da Arena Corinthians, o Itaquerão, estádio que sediará a abertura da Copa do Mundo de futebol. A expectativa do movimento é que consiga permanecer no terreno até que seja articulada - entre as três esferas de governo - uma solução pacífica para as famílias.

Além disso, o MTST espera que a manifestação de hoje (22), marcada para ocorrer às 17h, no Largo da Batata, em São Paulo, mobilize 15 mil pessoas. Esta manifestação é o terceiro ato ‘Copa Sem Povo, Tô na Rua de Novo!’. "Entre os movimentos sociais que prometem encorpar a mobilização estão o Movimento Passe Livre (MPL), Comitê Popular da Copa e o nosso”, afirma a militante.

De acordo com a coordenadora, os organizadores do protesto vão evitar confrontos entre a polícia a os manifestantes. “Será um espaço democrático, onde as pessoas poderão colocar pautas e se somar a manifestação", destaca. Entretanto, ela garante que houve truculência da Polícia Militar (PM) na última manifestação, numa tentativa de desmobilizar o movimento.

Ouça a reportagem realizada pela Rádio Brasil Atual: