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Moradores de favela incendiada na zona leste de SP pedem atendimento à prefeitura

Manifestação reuniu cerca de 100 pessoas no final da manhã de hoje no viaduto do Chá. Pelo menos 498 pessoas estão 'acampadas sobre as cinzas do incêndio' de quarta-feira, afima liderança
por Gisele Brito,da RBA publicado 08/04/2014 14h09, última modificação 08/04/2014 17h42
Manifestação reuniu cerca de 100 pessoas no final da manhã de hoje no viaduto do Chá. Pelo menos 498 pessoas estão 'acampadas sobre as cinzas do incêndio' de quarta-feira, afima liderança
Marco Guimaraes/Frame/Folhapress

São Paulo – Moradores da comunidade Fazendinha, na zona leste de São Paulo, realizaram hoje (8) uma manifestação em frente à sede da prefeitura, no centro da capital paulista. Na última quarta-feira (2), um incêndio destruiu centenas de barracos e deixou pelo menos 498 famílias desabrigadas.

Os manifestantes contam que estão acampados em cima das cinzas das antigas casas sem nenhum tipo de atendimento. “A prefeitura distribuiu colchão, mas não deu cobertor. Deu cesta básica, mas a gente não tem fogão, panela. Nada. Nem banheiro químico eles tiveram a gentileza de instalar para a gente”, conta Aparecido Laureano, um dos quase 100 moradores que se manifestaram.

Em função do ato, um representante da comunidade foi recebido pelo secretário adjunto de Relações Governamentais, José Pivatto. Segundo o líder comunitário Ronaldo Silva, Pivatto se comprometeu a acionar a Secretaria de Habitação para realizar o cadastramento em dois dias. A secretaria de Relações Governamentais não respondeu à reportagem da RBA para confirmar o acordo até a publicação deste texto.

Durante o incêndio, quatro pessoas ficaram feridas. Entre elas estavam dois irmãos, de 4 e 6 anos, que estão internados em estado grave, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. As crianças iniciaram o fogo ao tentar cozinhar. Segundo o delegado da 10º Distrito Policial da Penha, Carmino Pepe, a mãe delas foi indiciada por deixá-las sozinhas e é acusada de ser a responsável pelo sinistro, lesões corporais e abandono.

Outro incêndio já havia atingido a favela, em novembro de 2012. A prefeitura, no entanto, não fornece informações se a comunidade é uma das que fazem parte do Programa de Prevenção de Programas em Favelas (Previn).

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