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Disputa com o Metrô pode atrasar obra de hospital municipal em São Paulo

Prefeitura quer construir prédio no mesmo terreno onde está prevista estação da futura linha 6-Laranja, na Brasilândia. Haddad afirma que área é grande e projetos podem ser compatibilizados
por Gisele Brito, da RBA publicado 03/04/2014 18h39, última modificação 04/04/2014 12h13
Prefeitura quer construir prédio no mesmo terreno onde está prevista estação da futura linha 6-Laranja, na Brasilândia. Haddad afirma que área é grande e projetos podem ser compatibilizados
Divulgação/Prefeitura
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Segundo Haddad, administração municipal e o Metrô devem se reunir nos próximos dias para discutir o assunto

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou hoje (3) que a licitação para construção de um hospital na Brasilândia, distrito da zona norte da capital, depende de acordo com a Companhia do Metropolitano (Metrô). Para que o processo, um de seus compromissos de gestão, seja posto em andamento ainda neste ano, a administração precisa convencer o Metrô de que o hospital e a futura estação Vila Cardoso, da Linha 6- Laranja cabem no mesmo terreno.

A área está situado na Estrada do Sabão. “Nós queremos o metrô, e também queremos o hospital. O terreno é da prefeitura. Então nós vamos ter de sentar com eles para ver”, afirmou Haddad. Segundo o prefeito afirmou, uma reunião com o Metrô deve acontecer nos próximos dias.

Haddad havia se comprometido a começar a obra em agosto, com previsão de entregar o hospital em 2016. Mas caso o Metrô não aceite os argumentos da prefeitura, será preciso desenhar outro projeto para só então licitar a obra. “Vai depender da reunião. Se o Metrô não for obstáculo, se o projeto não precisar ser refeito; (caso contrário) talvez a gente perca alguns meses”, afirmou, apostando que haverá um entendimento. Atualmente a área em disputa abriga um sacolão, um clube escola e dois campos de futebol. “Eles não vão precisar do terreno inteiro, então eu acho que vai dar para fazer um acordo”, disse.

A reportagem procurou a direção do Metrô para saber a posição da companhia sobre o assunto, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

O hospital deve ser construído com recursos do orçamento da União, por meio de convênio com o Ministério da Saúde e de parceria com a iniciativa privada. A expectativa é que ofereça 250 leitos para internação e atendimentos das especialidades de obstetrícia, ortopedia, pediatria, clínica cirúrgica e médica.

Haddad prometeu construir três hospitais até o final de sua gestão, em 2016. O projeto básico do de Parelheiros, na zona sul, foi entregue ontem para a Caixa Econômica Federal. O hospital terá 255 leitos, entre eles 41 de obstetrícia e 30 de UTI, além de espaço para atendimento psiquiátrico, dez salas cirúrgicas e um pronto-socorro.

A instalação do terceiro hospital está prevista para Vila Matilde, na zona leste, projeto que ainda aguarda licenciamento. O prefeito pretende entregar ainda em 2014 cerca de 300 novos leitos obtidos com a compra e reforma do Hospital Santa Marina, no Jabaquara, na zona sul. O hospital era privado e estava fechado desde 2011.