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Crítica

Dilma afirma que assédio contra mulheres em trens é vergonha para a sociedade

Pelo Twitter, presidenta pede que vítimas de abusos não tenham receio de denunciar a prática e que polícias trabalhem para combater o problema, que o 'Brasil de hoje não comporta mais'
por Redação RBA publicado 21/03/2014 18h21, última modificação 21/03/2014 18h43
Pelo Twitter, presidenta pede que vítimas de abusos não tenham receio de denunciar a prática e que polícias trabalhem para combater o problema, que o 'Brasil de hoje não comporta mais'
Zanone Fraissat/Folhapress
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Nos últimos dias foram três casos registrados em São Paulo, que tem 17 prisões desde janeiro

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff criticou hoje (21) a ação de “criminosos” que assediam mulheres em ônibus, trens e metrôs. Pelo Twitter, ela emitiu uma série de mensagens contra a prática, que esta semana resultou na prisão de homens que agiram na capital paulista com constrangimento e ataques a vítimas.

“É uma triste coincidência que, no mês em que se celebra o Dia Da Mulher, nos deparemos com onda de crimes de assédio sexual no transporte público. A ação de criminosos que assediam e abusam de mulheres em ônibus, trens e metrôs envergonha a nossa sociedade. Avançamos no combate à violência doméstica, com a Lei Maria da Penha, mas ainda enfrentamos outros tipos de violência contra a mulher.”

A ação de grupos organizados pela internet ficou mais clara esta semana, depois da prisão de um homem por estupro na Estação da Luz, em São Paulo, na última segunda-feira (17). O rapaz colocou o pênis para fora e ejaculou na calça da vítima, que gritou por socorro e foi salva de uma agressão mais grave pelos demais passageiros do trem.

Embora a situação não seja nova, o surgimento de grupos em redes sociais formados por  entusiastas da prática de “encoxar” mulheres em locais públicos tem chamado a atenção dos órgãos públicos. Só neste ano, a Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom) contabilizou 17 ocorrências de mulheres molestadas em composições da CPTM e do Metrô, em São Paulo. Destas, 16 foram registradas como importunação ofensiva ao pudor e uma como estupro.

“Venho pedir às vítimas que não se intimidem em denunciar. E às polícias que não se omitam em combater a prática. O Brasil de hoje não comporta mais qualquer q tipo de violência contra a mulher”, complementou Dilma.

As mensagens foram emitidas horas depois de uma reunião no Palácio do Planalto entre a presidenta e representantes dos movimentos de mulheres por igualdade de gênero. Em entrevista ao Blog do Planalto, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres demonstrou entusiasmo com o encontro. “A reunião foi extraordinária e histórica. É a primeira vez que o movimento de mulheres, de vários setores, entra no Palácio para ser recebido por uma presidenta. As mulheres declararam com muita alegria o apoio ao governo federal, às políticas da presidenta e à mudança que teve na cultura brasileira após a eleição da presidenta Dilma”, afirmou.

Maria Betânia Ávila, do Instituto Feminista para a Democracia, afirma que foi possível apresentar a Dilma a visão dos movimentos sobre os principais problemas que afetam a construção da democracia e dos direitos das mulheres. "Uma reunião do movimento de mulheres do Brasil com a presidenta da República, uma presidenta com a história, o compromisso e a determinação que ela tem de trabalho, de compromisso com os direitos das mulheres. Foi uma reunião histórica, em primeiro lugar. Uma reunião democrática, um diálogo excelente, fluido."