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Transporte público

Circulação de táxi em faixa de ônibus em São Paulo será decidida em janeiro

Taxistas realizam carreata para reivindicar autorização. Haddad diz que decisão só será tomada depois de ouvir sociedade, mas reitera que prioridade é transporte público
por Sarah Fernandes, da RBA publicado 16/12/2013 16h25, última modificação 17/12/2013 12h22
Taxistas realizam carreata para reivindicar autorização. Haddad diz que decisão só será tomada depois de ouvir sociedade, mas reitera que prioridade é transporte público
Apu Gomes/Folhapress
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Em frente à prefeitura, taxistas cobram autorização para circular pelas faixas de ônibus

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou hoje (16), durante cerimônia de entrega das chaves do Hospital Santa Marina, na zona sul da cidade, que a decisão sobre a possibilidade de os táxis circularem ou não nas faixas exclusivas de ônibus ficará para janeiro, após reuniões com o Conselho da Cidade e com o Conselho Municipal de Transportes.

“A gente pensou em fazer uma reunião amanhã (17) para discutir essa questão, mas ia ficar muito em cima. Vamos deixar para abrir essa discussão em janeiro”, declarou Haddad. “Os taxistas podem ficar tranquilos que nós não vamos tomar nenhuma decisão para lá ou para cá sem ouvir a sociedade. A decisão vai ser depois de um amplo debate e quem vai julgar a conveniência é a população afetada.”

O prefeito disse que não vai tomar nenhuma decisão sozinho. “Penso que seria de bom tom se junto com os taxistas, os motoristas de ônibus, os usuários de táxi e os usuários de ônibus, pudéssemos fazer uma discussão democrática, no âmbito da Câmara, do Conselho da Cidade e do Conselho Municipal de Transportes.”

Durante o evento, Haddad afirmou que não “há cidade desenvolvida que não tenha optado por priorizar o transporte público.”

A administração municipal ainda avalia se mantém a autorização para que os taxistas circulem pelos corredores de ônibus construídos durante a gestão Marta Suplicy (PT) por considerar que os automóveis atrapalham a circulação dos veículos coletivos.  O secretário de Transportes, Jilmar Tatto, chegou a declarar ao jornal O Estado de S. Paulo: "Se você perguntar se o táxi atrapalha o corredor, atrapalha, assim como tudo o que interfere."

Insatisfeitos com a proibição de circular pelas faixas, taxistas realizaram uma carreata durante a manhã de hoje até a sede da prefeitura, no centro da cidade, passando por vias importantes, como a 23 de Maio e a Avenida Paulista. Os carros começaram a circular às 6h, cobertos de cartazes de protesto, e chegaram à prefeitura por volta das 12h30.

IPTU

Durante o evento, o prefeito afirmou que os cofres da administração municipal serão afetados caso seja mantida a decisão do Tribunal de Justiça de suspender o reajuste do Imposto Territorial e Predial Urbano (IPTU), anunciada na última quarta-feira (11).

“Se não entrar (a verba), claro, afeta os investimentos previstos. A Câmara (dos Vereadores) é que vai dizer quais as áreas que mais perderão”, afirmou. Segundo nota oficial, a prefeitura planeja recorrer à decisão do Tribunal de Justiça.

Caso o reajuste, aprovado em sancionado em outubro, não seja mantido, a prefeitura deixará de arrecadar R$ 800 milhões, um impacto de 1,6% no Orçamento de 2014, previsto em R$ 50,5 bilhões. O aumento chegava até 20% para imóveis residenciais e até 35% para comerciais localizados nas regiões mais valorizadas da cidade.

O Orçamento para 2014 deverá ser votado ainda nesta semana pela Câmara. De acordo com o prefeito, os R$ 800 milhões que viriam do reajuste do IPTU constarão no projeto como "receita condicionada". “O Orçamento vai ser votado como foi encaminhado, mais receita condicionada. Aí verifica-se se vai haver o reajuste ou não”, explicou.