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dia da criança

Para Frei Betto, infância é prejudicada por 'robotização' provocada pela TV

Para colunista da Rádio Brasil Atual, crianças foram transformadas em meros espectadores da televisão e da internet, deixando de ser protagonistas da fantasia
por Redação RBA publicado 07/10/2013 13h19, última modificação 07/10/2013 13h33
Para colunista da Rádio Brasil Atual, crianças foram transformadas em meros espectadores da televisão e da internet, deixando de ser protagonistas da fantasia
Valter Campanato/ABr
crianças

A criança se torna espectadora da sua própria infância, com os jogos eletrônicos, televisão e internet

São Paulo – Na semana do Dia da Criança, no próximo sábado (12), o colunista da Rádio Brasil Atual, Frei Betto, alerta para o que chama de "robotização da infância" e critica o consumismo que cerca a data, criada pelo comércio para alavancar vendas de brinquedos, roupas infantis e demais produtos criados para esse público.

Para o religioso e ativista, as crianças das gerações atuais não são mais criadoras das fantasias que vivenciam, mas as recebem da televisão e da internet, num processo que praticamente elimina o contato e a convivência com amigos e impedem aos pequenos “se educar nos códigos da sociabilidade, como saber admitir seus próprios limites e reconhecer o direito dos outros”.

Em sua coluna semanal, Frei Betto lembra que o universo onírico, dos sonhos e das brincadeiras, é essencial para a saúde psíquica da criança. Por meio da fantasia, ela consegue transportar o mundo adulto à sua vivência infantil, de forma criativa. “Embora bonecas não bebam suco, nem cachorros possam estabelecer diálogo com uma criança, a criança atribui à boneca ou ao animal estados que são próprios de seres humanos”, esclarece. “A diferença em relação às gerações passadas é que agora o protagonista da fantasia não é a criança, é a animação daquilo que aparece na telinha, seja do computador, seja da TV. A criança é relegada à condição de mera espectadora.”

Vivenciar o período da infância com atividades lúdicas e interação com amigos tornou-se tarefa complicada. “A rua é um lugar perigoso, ameaçado pela violência e pelo trânsito”. Com isso, a maioria das crianças permanece em casa, tendo como divertimento a televisão e a internet, acentuando o medo do real e a dependência familiar, prossegue.

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