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1º protesto

Indígenas reivindicam demarcação de terras e infraestrutura em São Paulo

Grupo de etnia Guarani exige ações de saneamento, saúde e educação em comunidade da zona noroeste da capital
por Redação RBA publicado 13/09/2013 14h45, última modificação 13/09/2013 16h18
Grupo de etnia Guarani exige ações de saneamento, saúde e educação em comunidade da zona noroeste da capital
Anelize Moreira/RBA
Guaranis

Indígenas da tribo Tekoá Pyau reivindicam demarcação de terra no Jaraguá

São Paulo – Cerca de 200 indígenas da tribo Tekoá Pyau, etnia Guarani que vive na região do Pico do Jaraguá, zona noroeste de São Paulo, realizaram uma manifestação hoje (13) exigindo a demarcação e a ampliação da área de 17 mil metros quadrados onde está localizada a comunidade. A terra indígena é considerada a menor do país e os moradores reivindicam sua ampliação há 20 anos.

Eles também querem mais atenção dos governos estadual e municipal quanto a investimentos em saúde, saneamento básico e educação na tribo, e a descontaminação da lagoa do parque do Jaraguá, que serve à comunidade. A lagoa está contaminada há 15 anos.

Outro ponto que preocupa os indígenas é a privatização do parque, anunciada pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB).

A liderança indígena David Karai afirmou que a comunidade está crescendo e quer ser assistida para que isso não ocorra em condições ainda mais precárias. "A terra é pequena e a nossa população está crescendo. Nós precisamos muito da ampliação e da demarcação de nossa área. Estamos nos sentimos esquecidos pelo Estado", explicou.

A manifestação deixou a comunidade por volta das 11h, seguindo até um acesso da rodovia dos Bandeirantes, onde os indígenas montaram uma barricada com galhos. A Polícia Militar (PM) interviu e liberou a via. Manifestantes e policiais negociaram e o grupo seguiu para o parque, onde pretende fazer um ato na lagoa contaminada.

A aldeia Tekoá Pyau tem cerca de 800 indígenas. Segundo os manifestantes, a população sobrevive com doações e apoio de grupos humanitários. Além disso, eles sofrem com os cães e gatos abandonados na região, estimados hoje em cerca de 400 animais.

Com informações de Anelize Moreira, da Rádio Brasil Atual