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São Paulo reativa consulta popular para definir prioridades de investimento

Representantes da população e de setores sociais irão debater, propor e acompanhar a elaboração e a execução da peça orçamentária, bem como de outras diretrizes municipais
por Rodrigo Gomes, da RBA publicado 19/08/2013 09h33, última modificação 19/08/2013 15h45
Representantes da população e de setores sociais irão debater, propor e acompanhar a elaboração e a execução da peça orçamentária, bem como de outras diretrizes municipais
arquivo RBA
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Prefeitura amplia participação popular na definição de prioridades orçamentárias da capital paulista

São Paulo – O prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) vai retomar rotina de consultas à população para definir as metas orçamentárias do município. O chamado Orçamento Participativo existiu até 2004, na administração Marta Suplicy, também do PT, mas foi desativado nas gestões José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (PSD), entre 2005 e 2012.

O anúncio foi feito hoje (16) pela secretária Planejamento Leda Paulani, durante a apresentação do novo Plano de Metas da prefeitura, refeito a partir de uma série de consultas públicas nos meses de abril e maio.

A ideia, segundo a secretária, é criar um Conselho de Planejamento e Orçamento Participativos. Esse conselho terá 75 membros, sendo 12 representantes do poder público, 32 conselheiros populares (um de cada região administrativa da cidade), cinco membros do Conselho da Cidade e 26 pelos conselhos municipais temáticos (Educação, igualdade racial, saúde etc.)

O grupo irá acompanhar a elaboração e a execução não só do orçamento municipal, mas também do Plano de Metas, do Plano Plurianual e da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

No primeiro ano, participarão também representantes das cinco regiões da cidade eleitos no final da gestão Kassab, que têm mandato de dois anos.

Entre as atribuições do grupo estão: debater, acompanhar e partilhar reelaborações do Programa de Metas e o Plano Plurianual; compartilhar do processo de elaboração das leis orçamentárias; compartilhar da construção dos mecanismos de monitoramento, avaliação e fiscalização da execução das metas e do orçamento; e promover processos de formação participativa e socialização política da população.

O conselho vai definir as prioridades ao orçamento, a partir das propostas que serão discutidas em cada subprefeitura, conselho temático e no Conselho da Cidade e encaminhadas a ele.

Como os representantes dos conselhos populares das subprefeituras — quase 50% do conselho do orçamento — serão eleitos somente em 6 de dezembro, as sugestões de diretrizes para 2014 serão dadas em audiências públicas em cada distrito da cidade, que serão realizadas a partir de 24 de agosto.

Posteriormente, essas prioridades serão debatidas no Ciclo Participativo de Planejamento e Orçamento, que será realizado em setembro, iniciando o processo para estabelecer a Lei Orçamentária Anual de 2014. A partir do próximo ano, com formato de atuação ainda a ser definido, os 75 conselheiros definirão as diretrizes de planejamento e orçamento da gestão Haddad para 2015 e 2016.

Essas prioridades serão depois avaliadas pelos conselheiros populares que tomarão posse em janeiro de 2014, definindo o Plano de Obras de cada regional.

A página da prefeitura na internet traz datas e endereços das atividades.