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Consulados dos EUA usam boato de greve geral para suspender entrevistas para visto

Escritórios no Rio e em São Paulo informaram que temiam problemas com transporte público impedissem os usuários de comparecerem nos horários agendados; visitas serão remarcadas
por Sarah Fernandes, da RBA publicado 01/07/2013 13h32, última modificação 01/07/2013 13h57
Escritórios no Rio e em São Paulo informaram que temiam problemas com transporte público impedissem os usuários de comparecerem nos horários agendados; visitas serão remarcadas

São Paulo – Os boatos não confirmados sobre uma greve geral marcada para hoje (1º), que circulavam nas redes sociais há duas semanas, motivaram os consulados dos Estados Unidos em São Paulo e no Rio de Janeiro a suspender as entrevistas para vistos e os serviços oferecidos a cidadãos norte americanos. Já o consulado de Recife opera normalmente.

Segundo as assessorias de comunicação dos dois postos diplomáticos, a decisão foi tomada para evitar que possíveis problemas com transporte público e com vias obstruídas dificultassem o acesso dos usuários. Em São Paulo, as entrevistas foram remarcadas para quarta-feira (3). No Rio de Janeiro, os usuários poderão remarcar a visita em qualquer dia, sem necessidade de pagar novamente as taxas exigidas pelo órgão.

A suspensão dos serviços consulares foi mantida mesmo depois de movimentos organizadores esclarecerem que não havia greve. Já no dia 24 a CUT emitiu uma nota afirmando que nem ela nem as demais centrais chamaram a paralisação.

“A convocação para a ‘suposta’ greve geral do dia 1º, que surgiu em uma página anônima do Facebook, é mais uma iniciativa de grupos oportunistas, sem compromisso com os/as trabalhadores/as, que querem confundir e gerar insegurança na população. Mais que isso: colocar em risco conquistas que lutamos muito para conseguir, como o direito de livre manifestação”, diz o texto. “É preciso tomar muito cuidado com falsas notícias que circulam por meio das redes sociais.”

A Polícia Militar e a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) também já haviam divulgado ontem (29) pelo jornal O Estado de S. Paulo que não havia informações oficiais sobre a possível greve e que não acreditavam que algo de concreto poderia ocorrer. Por isso, nenhum esquema especial de segurança foi criado.

A informação de que haveria uma grande greve no país começou a circular por meio de um evento do Facebook, criado pelo músico mineiro Felipe Chamone, com o título “Greve Geral - Vamos mostrar quem manda nesse País”. Com quase 1 milhão de confirmados, ele foi tirado do ar na semana passada. A partir daí, uma série de outros eventos dispersos motivando a paralisação foram criados na rede social.

Chamone provocou polêmica após usuários do Facebook denunciarem que ele aparecia segurando uma arma na foto do perfil no site. Depois das críticas, ele substituiu a imagem por uma da bandeira do Brasil. Diversos posts pediam que as pessoas denunciassem o perfil dele e o evento da greve geral.