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Violência institucional deve ser combatida, diz secretário de Direitos Humanos de São Paulo

'A polícia deve garantir a segurança, não o contrário', diz Rogério Sottili, para quem é preciso mostrar 'que há diálogo em São Paulo'
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 17/06/2013 17h10, última modificação 17/06/2013 17h18
'A polícia deve garantir a segurança, não o contrário', diz Rogério Sottili, para quem é preciso mostrar 'que há diálogo em São Paulo'
Fernando Pereira/Prefeitura
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"O abuso da força policial não pode ser tolerado", afirma Sottili, que espera uma manifestação livre

São Paulo – Os governos devem dar condições para os movimentos atuarem livremente e fortalecerem suas agendas, diz o secretário municipal de Direitos Humanos de São Paulo, Rogério Sottili, que espera hoje (17) “uma grande manifestação social, impulsionada inicialmente pelo debate ao redor do transporte público, e agora com novos contornos”, referindo-se à manifestação realizada neste momento no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. “A mobilização e a atuação dos movimentos sociais são totalmente legítimas. Mais do que isso, são essenciais, necessárias para o aprofundamento democrático."

Para Sottili, “o abuso da força policial não pode ser tolerado, nem em manifestações da sociedade civil e nem no cotidiano das pessoas”. “Devemos enfrentar a violência institucional, seja ela explícita ou invisível. Não há proporção neste enfrentamento e a polícia deve garantir a segurança, não o contrário”, diz.

Segundo o secretário, as autoridades devem estar abertas para ouvir o que o movimento social quer dizer. “Hoje estão nos dizendo que o transporte público no Brasil deve ser melhor e mais acessível. Que não podemos mais admitir a violência e o abuso.” Nesse sentido, a cidade deve apostar na mediação de conflitos. “Precisamos reafirmar, cada vez mais, que há diálogo em São Paulo.”

Ele reafirmou que a administração municipal “está trabalhando em uma ampla pauta em torno da questão do transporte público e mobilidade em São Paulo, como formas de financiamento e subsídios, revisão dos contratos, novas licitações, construção de corredores de ônibus e ampliação do horário dos serviços”.