Home Cidadania Secretário defende ação da PM em São Paulo e diz que investigará ‘aspectos pontuais’
Repressão

Secretário defende ação da PM em São Paulo e diz que investigará ‘aspectos pontuais’

Ao lado do comandante geral da PM e do coronel responsável pela região central, Grella disse que a violência foi resposta à ação dos manifestantes
Publicado por Nicolau Soares, especial para a RBA
16:00
Compartilhar:   
Diogo Moreira/Frame/Folhapress
grella

Secretário de Segurança disse que a ação deveu-se à mudança de roteiro acertado entre a organização e a PM

São Paulo – O secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, Fernando Grella Vieira, repetiu o governador Geraldo Alckmin e defendeu a atuação da Polícia Militar na repressão ao ato de ontem (13) pela redução das tarifas do transporte público em São Paulo, que terminou com pelo menos uma centena de feridos. Em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, ao lado do comandante geral da PM, coronel Benedito Roberto Meira, e do comandante da polícia na região central, coronel Reinaldo Simões Rossi, Grella afirmou que a violência é uma resposta à ação dos manifestantes e que todas as situações denunciadas serão objeto de investigação. Disse que a ação deveu-se também à mudança de roteiro pré-estabelecido entre a organização e a PM.

“A PM atuou para cumprir sua função, de manter o direito legítimo de manifestação e, paralelamente, reprimir atos de violência. Foi o que procurou cumprir, mas houve atos que se desviaram”, afirmou. “Não toleramos violência de lado a lado.Todas as situações serão objeto de investigação”, afirmou.

O secretário afirmou que não houve ordem para agredir “jornalistas ou quem quer que seja” e não considerou, no entanto, uma punição aos oficiais responsáveis pela ação, limitando as investigações a “aspectos pontuais”. “A polícia teve que fazer o que fez para evitar mais vandalismo. Apreendemos objetos que são para isso, como martelos, coquetéis molotov. Fica claro que havia pessoas que pensavam em se aproveitar do ato para violência”, justificou.

Mais sobre manifestações contra aumento da tarifa:
>>
Justiça liberta presos da manifestação de terça em São Paulo; um continua detido
>> ‘Foi mais do que truculência policial. Foi tortura’, diz Paulo Vannuchi
>> Sindicato vai pedir que Ministério Público investigue agressões da PM contra jornalistas
>> ‘Repressão ao trabalho dos jornalistas compromete a democracia’, diz deputada tucana
>> Psol critica ‘governantes do prende e arrebenta’ por reação violenta a manifestação em SP
>> ‘Vinagre pode virar bomba’, diz coronel que comandou ação da PM em São Paulo
>> Vai à manifestação de segunda? Saiba qual vinagre faz seu tipo
>> Alckmin aposta na provocação e no ‘quanto pior, melhor’, diz deputado petista
>>
Manifestantes cercados e atacados pela força policial: democracia, só que não
>> ‘PM mirava no rosto’, diz cinegrafista da TVT que tomou três tiros durante manifestação
>> PT de São Paulo condena criminalização do movimento contra tarifa
>> Secretário defende ação da PM em São Paulo e diz que investigará ‘aspectos pontuais’
>> Alckmin não vê truculência da PM e diz que vai apurar ‘excesso pontual’
>> Comandante da PM também participou de agressões, afirma advogado do movimento
>> Associação diz que ataques da PM a jornalistas foram ‘deliberados’
>> ONG denunciará violência policial no protesto em São Paulo à ONU
>> ‘Não houve agressão, houve defesa’, diz Polícia Militar de São Paulo
>> Movimento de direitos humanos pede que ordem para repressão seja investigada
>> Prefeito nega redução de passagem e diz que não vai se submeter a ‘jogo de tudo ou nada’
>> Repórter atingida por bala de borracha nos olhos passa bem
>> Haddad agora diz que violência policial nos protestos contra aumento é ‘lamentável’
>> Autoritarismo da polícia de Alckmin termina com 235 pessoas detidas
>> PM ignora riscos e usa gás lacrimogêneo vencido contra manifestantes em São Paulo
>> Movimento contra tarifa não se intimida com repressão e convoca novo protesto em SP
>> Repressão da PM não poupou jornalistas que cobriam protesto em São Paulo
>>
Alckmin demonstra vontade de bater, e Haddad erra ao atribuir violência a movimento
>> Anistia Internacional: discurso de autoridades sinalizando mais repressão é preocupante
>> PM vandaliza São Paulo, prende mais de 150, bate em jornalistas e sonega informações
>> Prefeitura ignora audiência, e manifestantes vão às ruas esperando maior aparato policial