Manifestação

Militante do Passe Livre afirma que violência foi desencadeada por presença policial

Protesto contra o aumento das passagens de ônibus terminou com 15 presos e teve presença ostensiva da Polícia Militar

Folhapress
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Em nota, o MPL informou que 30 pessoas foram feridas por balas de borracha e estilhaços de bombas de gás

São Paulo – Em entrevista à Rádio Brasil Atual, o militante do Movimento Passe Livre (MPL) Caio Martins Ferreira disse ontem (6), durante a manifestação contra o aumento das tarifas de ônibus, metrô e trens na capital, que “quando a polícia começou a reprimir, o que era só uma manifestação se tornou uma luta.” Segundo a Polícia Militar (PM), cerca de 2 mil pessoas se reuniram contra o aumento da tarifa, de R$ 3 para R$ 3,20, que passou a vigorar no domingo (2).

O militante afirmou que os manifestantes estavam “apenas lutando pelos seus direitos”, quando ocuparam os dois sentidos da avenida Paulista. Eles queimaram lixo, fizeram barricadas impedindo o tráfego e danificaram um dos acessos à estação Brigadeiro do metrô.

“Quando a polícia reprime, ela deforma a manifestação, ela coloca violência, escancara a violência que é tarifa de R$ 3,20”, disse Ferreira. Policiais que participaram da ação afirmaram que o grupo resistiu na desobstrução das vias e por isso a tropa de choque usou balas de borracha e bombas de efeito moral contra os manifestantes.

A PM prendeu 15 pessoas suspeitas de causar danos, atos de vandalismo e incêndios durante o protesto. Em nota, o MPL informou que 30 pessoas foram feridas por balas de borracha e estilhaços de bombas de gás.

O MPL convocou novo protesto contra o aumento das passagens para as 17h de hoje (7) no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste da cidade.

Ouça aqui a reportagem de Cláudia Manzzano.