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Marginal

Advogado tenta viabilizar 'módulo' da Feira da Madrugada no Limão, zona norte de São Paulo

Fundador admite possibilidade de que feira seja dividida em duas unidades após conclusão de reformas no Pari, que hoje passaram por vistoria da Polícia Federal a pedido da Justiça
por Eduardo Maretto, da RBA publicado 05/06/2013 19h41, última modificação 05/06/2013 20h51
Fundador admite possibilidade de que feira seja dividida em duas unidades após conclusão de reformas no Pari, que hoje passaram por vistoria da Polícia Federal a pedido da Justiça
Sigmapress/Folhapress
Feira da Madrugada

Agentes da Policia Federal na feira, para cumprir determinação da 24ª Vara da Justiça Federal

São Paulo – O advogado Ailton Vicente de Oliveira está tentando regularizar e obter alvará junto à Prefeitura de São Paulo para viabilizar o funcionamento de um “módulo” da Feira da Madrugada em um prédio na Marginal Tietê, na altura da Ponte do Limão, zona norte da cidade. No local, podem ser instalados aproximadamente mil comerciantes.

Um dos principais representantes de comerciantes da feira e um de seus fundadores, em 2005, Oliveira afirma que respeita a administração Fernando Haddad (PT) e que não vai tomar nenhuma atitude no sentido de levar pessoas para trabalhar no local enquanto a situação burocrática não se resolver. “Procuramos um lugar para viabilizar e os trabalhadores não ficarem parados”, diz.

Se a ideia der certo, Oliveira admite a possibilidade de a feira se dividir em módulos, um deles no atual endereço, no Pari (centro), e outro na Marginal, mesmo após a conclusão da reforma pela administração municipal, com previsão de dois meses. “Pode até ser por módulos. Tem de ser discutido com a prefeitura, o Ministério Público e o Corpo de Bombeiros. É uma alternativa de trabalho. Mas estamos tentando um termo de permissão de uso por 60 dias.”

O presidente da Cooperativa de Microempreendedores, Importadores e Exportadores do Estado de São Paulo (Coopmiesp), Oswaldo Aparecido de Jesus, nega que haja “racha” na Feira da Madrugada entre entidades e representantes dos comerciantes, como alguns veículos de imprensa divulgaram hoje (5). “Numa multidão de cino mil pessoas, nem todos reconhecem este ou aquele como seu representante. Divisão existe em qualquer categoria.” Para Jesus, “se for para o bem do pessoal que vai ficar parado, a ideia do bairro do Limão é válida. Se ele (o advogado Ailton de Oliveira) conseguir levar parte dos trabalhadores, é louvável”.

O prédio no Limão tem área para estacionar ônibus e implementar uma logística adequada, segundo Oliveira. A posição oficial da prefeitura é de que não autorizou nenhum novo endereço para o funcionamento.

Sobre a dúvida e a insegurança de muitos trabalhadores, que temem que a feira não volte a funcionar no Pari, isso deve ser atribuído à falta de informação, na opinião do advogado. “As pessoas não têm informação, nem do poder público, nem das cooperativas e das associações que dizem representar os comerciantes. Quando não há informação, as pessoas ficam inseguras”, diz Oliveira.

Para ele, se o projeto de reforma no Pari for feito como deve ser, readequando as bancas, desobstruindo as rotas de fuga, e se houver uma força-tarefa entre prefeitura, Ministério Público e Corpo de Bombeiros, vai dar certo. “Mas as pessoas têm que deixar fazer. A gente não sabe se amanhã vai ter liminar, se não vai, se vai abrir outra vez para fechar novamente.”

Oliveira elogia a iniciativa de fechar a Feira da Madrugada pelo prefeito Fernando Haddad. “A atitude do prefeito é corajosa. Já havíamos alertado o Gilberto Kassab, mas ele não tomou conhecimento. Uma hora ou outra era preciso tomar providências.”

Polícia

Na manhã de hoje, agentes das polícias Federal, Civil e Militar ocuparam a Feira da Madrugada. Ontem, decisão da 24ª Vara da Justiça Federal em São Paulo determinou que os boxes não sejam retirados do local enquanto a prefeitura não apresentar um levantamento com o número e localização dos boxes. Segundo a decisão, a vistoria deveria ser feita “com o auxílio de força policial, se necessário”.

A decisão não implica na suspensão do fechamento da feira para a reforma, mas apenas determina a vistoria para se esclarecer "a situação de boxes antes de qualquer alteração da localização".

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