Você está aqui: Página Inicial / Cidadania / 2013 / 05 / Tarifa de ônibus, trens e metrô aumenta 6,67% e vai a R$ 3,20 em São Paulo

Aumento da passagem

Tarifa de ônibus, trens e metrô aumenta 6,67% e vai a R$ 3,20 em São Paulo

Passagens de ônibus tiveram último reajuste em janeiro de 2011; as de trem e metrô subiram em fevereiro de 2012
por Rodrigo Gomes, da RBA publicado 22/05/2013 18h41, última modificação 22/05/2013 18h51
Passagens de ônibus tiveram último reajuste em janeiro de 2011; as de trem e metrô subiram em fevereiro de 2012
cc/meutransporteblogspot
Ônibus lotado em São Paulo

Passagem do transporte público serão reajustadas em São Paulo. Falta melhorar a oferta de transporte público para a população

São Paulo – A partir de 2 de junho, as tarifas de ônibus, trens metropolitanos e metrô em São Paulo sobem para R$ 3,20. O novo valor representa aumento de 6,67% sobre os atuais R$ 3. O índice de reajuste dos ônibus é inferior ao estimado inicialmente pelo prefeito Fernando Haddad (PT), que pretendia incorporar a inflação acumulada nos últimos dois anos, período em que não houve reajuste tarifário. Desse modo, a tarifa teria um aumento de 14,8%, indo a R$ 3,40. Segunda a prefeitura, o aumento menor vai demandar subsídios para o sistema de ônibus da ordem de R$ 1,25 bilhão no ano de 2013.

O último reajuste dos ônibus ocorreu em janeiro de 2011, na gestão de Gilberto Kassab (PSD), quando a tarifa foi de R$ 2,70 para R$ 3, um aumento de 11,11%. As tarifas de trem e metrô subiram de R$ 2,90 para R$ 3 em fevereiro de 2012.

O reajuste das tarifas de transporte em São Paulo estavam congelados desde o início do ano, quando o ministro da Fazenda, Guido Mantega, pediu a Haddad e ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), que segurassem os valores para evitar pressão sobre o índice de inflação.

No fim de março, durante o Encontro Nacional com Novos Prefeitos, em Aracaju, Haddad cogitou a possibilidade de discutir com o governo federal a destinação de parte da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico sobre Combustíveis (Cide-Combustíveis) para os municípios subsidiarem o custeio do transporte do público, o que permitiria um maior intervalo nos reajustes e também uma queda nos percentuais. No entanto, segundo a Secretaria de Comunicação Social da prefeitura, a discussão não avançou.

O Movimento Passe Livre vai realizar uma manifestação no dia 6 de junho, no centro da capital, contra o aumento das passagens.