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Segurança

Política de redução de violência lançada pelo governo de São Paulo não tem metas definidas

Medidas fortalecem Polícia Civil. Geraldo Alckmin afirmou que policiais que reduzirem crimes vão ganhar bônus de até R$ 10 mil
por Redação publicado 22/05/2013 19h12, última modificação 22/05/2013 23h01
Medidas fortalecem Polícia Civil. Geraldo Alckmin afirmou que policiais que reduzirem crimes vão ganhar bônus de até R$ 10 mil
Marcelo Camargo/abr
alckmin

Governador firmou com o Instituto Sou da Paz convênio de 18 meses para elaboração do programa contra o crime

São Paulo – As metas que serão estabelecidas para o programa lançado pelo governo estadual hoje (22), denominado São Paulo contra o Crime, para diminuir os índices de criminalidade, ainda estão longe de ser colocadas em prática. Apenas serão definidas depois de um estudo para diagnosticar as necessidades e objetivos do estado, assim como os esforços necessários para chegar às metas. Os valores das bonificações que serão dadas aos policiais que conseguirem atingir as metas também não foram definidos. O estudo será feito pelo Instituto Sou da Paz, com quem o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, firmou convênio de 18 meses para a elaboração de programa.

As ações vão se concentrar mais na reestruturação de departamentos de investigação, com a abertura de concurso público para a contratação de 2.800 funcionários para a Polícia Civil e mais 1.865 para a Polícia Científica.

No âmbito da Polícia Militar, a promessa é que policiais que conseguirem diminuir a violência em sua área de atuação recebam bônus, que segundo o governador, podem variar de R$ 4 mil a R$ 10 mil.

“No curto prazo”, segundo a Secretaria de Segurança Pública, está prevista a apresentação de um diagnóstico sobre as áreas mais sensíveis da capital, onde há grande número de ocorrências criminais. Esse diagnóstico não se resumiria à identificação dos locais e também engrobaria o levantamento das razões que tornam tais locais, de maneira mais rotineira, cenários de crimes.

O diagnóstico vai se concentrar em cinco crimes: homicídio, latrocínio, roubo, roubo de veículo e furto de veículos, pois têm maior impacto sobre a população. “Isso não quer dizer que outros crimes, como o tráfico de drogas não sejam importantes”, explica secretário Fernando Grella. “Pelo contrário: esses crimes muitas vezes servem para alimentar o tráfico.”

Além disso, o secretário e o governador anunciaram que será aberta uma licitação internacional para contratar um sistema de informática que permitirá a integração dos bancos de dados das polícias Civil e Militar e dotá-los de ferramentas de inteligência para um planejamento estratégico mais eficiente.

Para o superintendente executivo do Instituto São Paulo contra a Violência, José Roberto Bellintani, o pagamento do bônus pode ser um bom estímulo para os policiais e para a luta contra a violência no estado. “Profissionais motivados rendem mais em qualquer ramo de atividade. A polícia mais ainda porque tem uma atividade estressante”, disse.

No entanto, Bellintani destacou que para que o pagamento de bônus por mérito seja de fato positivo e não crie falsas notificações de mérito ou de ocorrências pelos policiais. “O importante é que os critérios sejam muito bem definidos e, se possível, na criação dessas regras, que se estimule o trabalho em equipe e de cooperação entre as polícias”, disse.

Segundo o ativista, o pagamento de bônus aos policiais não pode vir desvinculado de uma série de medidas para a contenção da violência em São Paulo. Uma delas, destacou Bellintani, é a de promover maior participação do cidadão nesse problema. “Só a polícia não dá conta. O estímulo que precisa ser feito é o estímulo ao cidadão, que pode participar por meio de canais como o Disque Denúncia 181, que não custa nada ao estado. Polícia, mesmo estimulada, não resolve casos se não tiver informação”, ressaltou. Outros fatores seriam também a preparação e a formação dos policiais e a melhoria e disponibilidade dos equipamentos de segurança.

Com informações da Agência Brasil

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