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Comunidade LGBT já conta com mais de 95 pré-candidatos às eleições municipais

Entre postulantes a prefeituras e câmaras de vereadores, movimento comemora a inserção de debates acerca de seus direitos na sociedade nas campanhas eleitorais
por virginiatoledo publicado 07/02/2012 11h11, última modificação 07/02/2012 14h06
Entre postulantes a prefeituras e câmaras de vereadores, movimento comemora a inserção de debates acerca de seus direitos na sociedade nas campanhas eleitorais

Comunidade LGBT quer ter maior participação nas políticas municipais (Foto: Antonio Cruz/ABr)

São Paulo – Com o objetivo de politizar o discurso e ampliar a discussão do direito à cidadania plena do movimento, ativistas do movimento LGBT comemoram o número de pré-candidatos defensores da causa que devem concorrer às eleições para prefeitos e vereadores por todo o Brasil. Até a última contagem, na sexta-feira (3), segundo a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), 95 pessoas já haviam confirmado a pré-participação nos processos eletivos de outubro deste ano.

"Quando houver qualquer tipo de discriminação, queremos que a própria comunidade LGBT (formalmente eleita para cargos no Executivo e no Legislativo) saiba fazer a defesa dos nossos direitos", destacou o presidente da ABGLT, Toni Reis.

Os 95 pré-candidatos estão filiados a 18 partidos. A Bahia tem o maior número, com 13 nomes, seguida de São Paulo e Minas Gerais, com 12 cada um. "Eu quero ser vereadora para combater a discriminação e a homofobia. A gente ainda sofre muito com isso. Eu quero que as pessoas tenham mais informações para que não haja mais esse tipo de preconceito", afirmou a travesti Carla Falhal, pré-candidata à Câmara Municipal de Vera Cruz, na Bahia, pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC).

Sobre uma possível recusa de partidos em abordar e discutir programas de governo que relacionam direitos da comunidade LGBT, Toni Reis ressaltou que até agora nenhuma das siglas se recusou a receber pré-candidatos e, também, sem nenhuma rejeição às discussões. "Dos 29 partidos, temos pessoas LGBT em 18 deles, o que engloba todas as ideologias. Acho que isso é muito importante na nossa luta", considerou o ativista.

Como as convenções partidárias ainda não foram iniciadas, até o final do prazo para registro de candidaturas o número de candidatos deve aumentar consideravelmente, esperam as associações e comunidades LGBT.  De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as convenções dos partidos para escolha dos candidatos ocorrerão de 10 a 30 de junho. Os registros serão feitos até o dia 5 de julho e as listas serão apresentadas pelos partidos e coligações.

No Congresso Nacional, a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, que foi relançada em março de 2011, conta com 171 deputados e senadores, que têm, entre as propostas, analisar projetos que contemplem a igualdade de direitos para todos os cidadãos, sem exceção. Assim como a aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122, que criminaliza a homofobia e é uma das bandeiras da comunidade LGBT.