Jovens seguem acampados em São Paulo e querem manter ativismo pela internet

15-O paulistano quer que as manifestações persistam pela internet, enquanto seguem acampados (Foto: ©Danilo Ramos) São Paulo – Os manifestantes acampados no Vale do Anhagabaú, região central de São Paulo, […]

15-O paulistano quer que as manifestações persistam pela internet, enquanto seguem acampados (Foto: ©Danilo Ramos)

São Paulo – Os manifestantes acampados no Vale do Anhagabaú, região central de São Paulo, decidiram permanecer por prazo indefinido no local. Em assembleia realizada na segunda-feira (17), os membros do 15-O paulistano mantiveram a ocupação iniciada no sábado (15), data que dá nome ao movimento, e quando ocorreram protestos semelhantes em mais de 900 cidades pelo mundo.

Apesar da manutenção do acampamento, parte dos jovens teve de se retirar da vigília permanente no centro da cidade. Muitos dos integrantes tiveram de voltar aos seus trabalhos, e boa parte dele volta ao protesto após o expediente. Os organizadores pedem para que, mesmo não estando no local, as pessoas participem do movimento através da internet, usando a hashtag #acampasampa nas redes sociais, e que participem dos debates e assembleias quando possível.

Na segunda, na tentativa de “expandir o movimento”, alguns membros do 15-O se deslocaram até a avenida Paulista para participar de uma manifestação de entidades indígenas contra a usina de Belo Monte. No Anhangabaú, eles receberam a visita do padre Júlio Lancelotti, da Pastoral de Rua, de integrantes da Matilha Cultural e do Instituto Praxis de Direitos Humanos.

A máxima do movimento em São Paulo pede “Democracia Geral Já”. Entre as muitas bandeiras das manifestações ao redor do mundo, o denominador comum é a insatisfação pelo atual sistema encoômico mundial, e a desigualdade por ele criada. A organização em São Paulo é horizontal, ou seja, não há presidentes ou diretores, e cidadãos interessados em aderir ao movimento podem comparecer sem a necessidade de integrar algum movimento. No geral, ligações partidárias são rejeitadas pelos manifestantes, que rejeitam a lógica da política convencional, acreditando que a democracia representativa é insuficiente.

Nesta terça, os jovens seguem realizando grupos de trabalho e discussão. Eles querem organizar textos para o manifesto do grupo, e discutir formas de ampliar a participação das pessoas através da internet, e também presencialmente. Além disso o 15-OSP tem em seu site uma lista de itens que são necessários para a permanência do acampamento, que inclui de detergentes a equipamentos eletrônicos.

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