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Movimentos sociais fazem atos em Brasília por reforma agrária, educação e saúde

Em carta entregue ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), manifestantes reivindicam melhorias nas políticas do governo, entre elas, maior destinação do PIB à educação
Publicado por Redação da RBA
15:02
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Cerca de 20 mil trabalhadores protestaram contra a política econômica do governo na Jornada Nacional de Lutas (Foto: Antonio Cruz/Abr)

São Paulo – Movimentos sociais, sindicalistas e organizações não governamentais fazem passeatas e manifestações públicas, nesta quarta-feira (24), em Brasília, para reivindicar melhorias nas políticas de reforma agrária, educação e saúde, entre outros. As atividades são parte da Jornada Nacional de Lutas, que levou milhares de pessoas à Brasília, desde a segunda-feira (22).

As entidades entregaram uma carta ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), reafirmando suas reivindicações. Maia prometeu levar a carta à presidenta Dilma Rousseff. A manifestação foi organizada pela Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas) e pela Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (Anel).

Entre os movimentos sociais que participam da manifestação estão o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condesef), o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

O grupo defende a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação, assunto que está em discussão na Comissão Especial do Plano Nacional de Educação (PL 8.035/10), e pede mudanças na política econômica brasileira.

“Viemos aqui com uma reivindicação básica: é preciso mudar a politica econômica do país. Nesse momento ela privilegia os grandes bancos, grandes empresas, como o governo acabou de fazer com o Plano Brasil Maior, destinando R$ 25 milhões de verbas públicas para ajudar empresas. Faltam investimentos na educação, na saúde, na moradia. É preciso recursos para aumentar o salários dos servidores federais”, destacou o coordenador da Conlutas, José Maria Almeida.

Sem Terra

O governo prometeu analisar até sexta-feira (26) as reivindicações apresentadas nesta terça (23) pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pela Via Campesina. Os trabalhadores rurais querem solução para as dívidas dos assentamentos e de pequenos agricultores, que somam hoje R$ 30 bilhões, segundo cálculos do MST e o assentamento de cerca de 60 mil famílias hoje acampadas no país.

Enquanto isso, a mobilização, de acordo com lideranças do movimento, vai continuar. Nesta quinta (25), os trabalhadores rurais esperam reunir cerca de 15 mil pessoas em uma marcha na Esplanada dos Ministérios. As mobilizações também vão ser mantidas em mais 20 estados de acordo com o coordenador do Movimento de Pequenos Agricultores, Plínio Simas.

“Estamos mantendo o movimento, que vem em um crescente, como as conversas com o governo, até sexta-feira. Até lá, as manifestações continuam. O governo precisa responder de forma concreta”, disse Simas, após serem recebidos no Palácio do Planalto pelo ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Também participaram da reunião o ministro Afonso Florence, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, o secretário adjunto de Política Econômica, Gilson Bittencourt e o presidente do Incra, Celso Lacerda. As propostas apresentadas serão levadas ainda nesta quinta à presidenta Dilma Rousseff pelo ministro Carvalho.

Segundo o coordenador nacional do MST e da Via Campesina, José Valdir Misnerovicz, o governo deve apresentar uma proposta para aliviar a situação das dívidas dos assentamentos e também de assentar famílias que estão hoje, vivendo em acampamentos.

“Estamos em uma negociação importante, e o governo reconheceu que nossa pauta é justa. Esperamos propostas de recursos para aumentar o número de famílias e o governo deve também apresentar um plano emergencial para resolver a questão da dívida e do crédito”, disse Misnerovicz.

Com informações da Agência Brasil e Agência Câmara