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Graziano defende regulação do comércio de alimentos e diz que Sarkozy foi mal interpretado

por Danilo Macedo publicado 18/02/2011 18h43, última modificação 18/02/2011 18h43

Segundo Graziano, a falta de regulação, principalmente dos estoques, é o motivo que pode levar a uma repetição da crise dos alimentos vivenciada em 2008 (Foto: Renato Araújo/Agência Brasil)

Brasília – O candidato brasileiro à direção da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, disse hoje (18) que não há como ter um comércio estável de alimentos sem regras. Segundo ele, a proposta levantada pelo presidente francês Nicolas Sarkozy, à frente da presidência do G20, que defende uma regulação para combater a especulação dos preços, não significa um controle de preços das commodities agrícolas.

“Confundiram o que ele (Sarkozy) falou com controle de preços de commodities. Falar isso é uma insanidade. A escola de regulação surgiu na França, mas isso não quer dizer controle de preços”, afirmou Graziano, em entrevista coletiva no Itamaraty.

Segundo Graziano, a falta de regulação, principalmente dos estoques, é o motivo que pode levar a uma repetição da crise dos alimentos vivenciada em 2008, quando os produtos alimentícios chegaram a seu patamar mais elevado de preços. Ele disse, no entanto, que nenhuma decisão será tomada antes de muita discussão e acordos. “Ninguém enfiará goela a baixo qualquer resolução. Todos esses organismos internacionais são de consenso”.

Ex-ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome do governo Lula, Graziano disse que, atualmente, num sistema sem regras, os estoques de alimentos acabam concentrados em poucos países com mais recursos. “No fim, os estoques reguladores ficam nas mãos dos países ricos, mas têm que estar com os países pobres, que compram na alta (de preços)”.

Fonte: Agência Brasil

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