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Comunidades pedirão legalização de quilombos a candidatos

por ABCD Maior publicado 15/09/2010 09h50, última modificação 15/09/2010 09h53

Comunidades quilombolas de todo o Brasil reunidos na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, no último fim de semana (11 e 12) discutiram a pauta de reivindicações que as comunidades farão aos candidatos à presidência da República e ao governo do Estado de São Paulo. A principal demanda, no entanto, é uma velha conhecida dos gestores: a demarcação e legalização das terras onde os quilombolas persistem.

De acordo com a coordenadora da Conaq (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais e Quilombolas) e integrante da comunidade quilombola Carrapatos de Tabatinga, de Minas Gerais, Sandra Maria Silva, existem em todo o país cerca de 3.500 comunidades, e só em São Paulo 480. “Consideramos quatro plataformas de discussão que formulam nossas principais reivindicações e que vão nortear as cartas que enviaremos aos candidatos, que são: regularização fundiária, políticas de fomento, instituições e parcerias e a questão ambiental. A questão da terra não sai da pauta nunca, e isso acontece porque falta a sensibilidade dos governos em preservar essa cultura, e garantir o que sempre foi nosso”, disse a coordenadora. No ABCD, não existe comunidade quilombola.

Os candidatos ao governo do Estado foram convidados para o evento, mas não compareceram. A carta de compromisso deverá ser entregue a eles ainda esta semana.

Cerca de 70 pessoas, entre representantes quilombolas estaduais e nacionais, participaram do evento, que contou com o apoio e organização do Sindicato dos Metalúrgicos, CUT (Central Única de Trabalhadores) e da Conaq (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais e Quilombolas).