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Filho do deputado Paulo Teixeira morre em missão no Amazonas

Encontrado no Rio Negro, Pedro Yamaguchi Teixeira havia deixado São Paulo em fevereiro com a mensagem “Você deve ser para o mundo aquilo que você quer que o mundo seja"
por Redação da RBA publicado 04/06/2010 14h51, última modificação 04/06/2010 14h00
Encontrado no Rio Negro, Pedro Yamaguchi Teixeira havia deixado São Paulo em fevereiro com a mensagem “Você deve ser para o mundo aquilo que você quer que o mundo seja"

Pedro Yamaguchi Teixeira entendia que a sociedade precisava rever os padrões de consumo excessivos (Foto: PT de São Paulo)

São Paulo - Foi realizado neste sábado (5) na capital paulista o sepultamento do corpo de Pedro Yamaguchi Teixeira, filho mais velho do deputado estadual Paulo Teixeira (PT-SP).  

O advogado de 27 anos faleceu em São Gabriel da Cachoeira, no extremo noroeste do estado de Amazonas, região na qual estava desde fevereiro em missão da Pastoral Indigenista. Segundo informações prestadas pela assessoria do deputado, Pedro desapareceu na terça-feira (1º), pouco antes do almoço, aparentemente arrastado por uma forte correnteza quando nadava no Rio Negro. 

Equipes da Marinha e do Exército foram acionadas. Na tarde de quinta-feira (3), o corpo foi localizado a uma distância de 40 quilômetros  ponto do desaparecimento.

Em nota, a Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores e o diretório estadual petista prestaram solidariedade ao parlamentar.

O jornalista Luis Nassif, em seu blogue, prestou apoio à família. “Vão aqui meus votos pessoais para que o casal supere a pior tragédia que pode se abater sobre pais”, declarou. Nassif conheceu Paulo Teixeira antes que este mudasse, ainda jovem, de Águas da Prata, no interior paulista, para a capital do estado a fim de cursar Direito.

Antes de ser informada da morte, na quinta-feira, a equipe da Pastoral Carcerária organizou vigílias em São Paulo para rezar pelo advogado. Pouco antes da notícia, a entidade divulgou uma nota com o seguinte conteúdo: “Até este momento, não temos informação de que Pedro tenha sido encontrado. Assim, ficamos na esperança de que, por algum milagre, ele será encontrado ainda com vida. Neste momento, pensamos muito na família de Pedro, na comunidade de São Gabriel da Cachoeira, e em todos os amigos e amigas dele”.

Trajetória

Graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), Pedro atuou na Pastoral Carcerária entre 2007 e 2010, quando decidiu partir para São Gabriel da Cachoeira.

Antes da mudança, o advogado discursou em uma missa de despedida em São Paulo agradecendo o exemplo dado por aqueles que atuavam na defesa dos “marginalizados”. “Vocês vivem a solidariedade na essência na palavra, vivem pela causa social com compromisso e verdade”, afirmou.

Na ocasião, ele explicou sua decisão de partir para o Amazonas como fruto do convívio com a realidade dos cárceres, “o país dos esquecidos, dos humilhados”. “Ter visto de perto situações desconhecidas pela maioria das pessoas, ter conhecido um País que ainda maltrata seus cidadãos, tudo isso me despertou pra necessidade de luta, de trabalho para a profunda transformação dessa realidade (...)Viajo para a Amazônia para colaborar, como cidadão e advogado, com as comunidades ribeirinhas, os índios, a questão ambiental. A discussão que está em voga hoje é a ambiental e, realmente, ela se faz necessária e urgente”, ponderava.

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