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Pelos direitos das mulheres, bancários fazem passeata no centro de SP

por Jair Rosa publicado 08/03/2010 18h31, última modificação 08/03/2010 18h33

São Paulo – O Dia Internacional das Mulheres foi comemorado pelas bancárias com uma passeata pelas ruas do Centro Velho nesta segunda-feira (8). Ao som da cantora Adriana Moreira, trabalhadoras chamaram atenção da população com discurso cobrando igualdade de tratamento, respeito e convidando todos a refletir sobre a data.

A aposentada Maria da Graça parou em frente à concentração da Nossa Caixa para prestigiar a passeata. “Já passei por várias gerações e fui testemunha da transformação que aconteceu na vida da mulher durante todos esses anos. Muitas coisas foram para o bem como a conquista do seu espaço no mercado de trabalho, mas temos consciência de que precisamos avançar mais, principalmente no combate à violência doméstica”, afirma.

A funcionária pública Maria do Socorro revela que o Dia Internacional da Mulher é especial. “Vemos que a mídia da muito destaque para a data e por isso me sinto importante. Tenho a esperança de que quando as mulheres assumirem o poder, as coisas serão bem melhores”, diz.

Durante a passeata, o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, convocou as trabalhadoras de outras categorias a ampliarem a mobilização para que, a exemplo das bancárias, tenham a licença-maternidade ampliada para seis meses. “A pressão tem de acontecer para que os patrões entendam o quanto esse tempo a mais é importante para as crianças”, disse.

A secretária-geral do Sindicato, Juvandia Moreira, ressalta que a data tem de servir de reflexão sobre o papel da mulher na sociedade e explica o porque do mote “Lugar de mulher é no poder. Ao longo dos séculos os espaços da sociedade têm sido ocupados por homens. A partir dessa constatação, decidimos abraçar essa bandeira e lutar pela mulher no poder. Isso significa ocupar cargos de direção em grandes empresas, bancos, nos poderes legislativo e executivo, porque entendemos que é por meio do poder que conseguiremos transformar a sociedade para seja mais justiça e igualitária. Lugar de mulher é em todo lugar, inclusive no poder”, afirma.

Mais atos

Os protestos do Dia Internacional da Mulher começaram nas primeiras horas da manhã com a distribuição de folder às bancárias de bancos públicos e privados, contando um pouco da história da luta da categoria bancária e da própria data. Também no período da manhã ocorreu debate com a deputada federal Luisa Erundina (PSB-SP), na sede do Sindicato.

Erundina considera, por exemplo, que a conquista pela categoria da ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses é um grande avanço social. “A ampliação da licença para que as mulheres fiquem mais tempo com seus bebês é importantíssima. Por isso estamos nos empenhando no Congresso para que seja aprovado projeto de lei para que os seis meses passem a fazer parte da realidade de todas as trabalhadoras”, disse a parlamentar, reforçando ser necessário que haja uma ocupação maior por parte da  mulher nas esferas do poder. “As mulheres ocupam menos de 9% das cadeiras na Câmara dos Deputados, menos de 10% no Senado e são pouquíssimas governadoras. Ou seja, mesmo representando praticamente metade da população, temos muito a lutar até chegarmos a uma sociedade com igualdade plena”, afirmou Erundina.

Fonte: Sindicato dos Bancários de SP

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