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Exame comprova escoriações em preso do ES

Esposa de detento afirma que espancamentos ocorrem com frequência
por João Peres, da RBA publicado 20/05/2009 16h38, última modificação 20/05/2009 16h40
Esposa de detento afirma que espancamentos ocorrem com frequência

Na Casa de Custódia de Viana, mutilações são frequentes e há menores detidos (Foto feita durante inspeção do CNPCP)

O Departamento Médico Legal da Polícia Civil de Espírito Santo comprovou que um interno condenado pela morte de um policial foi duramente agredido na Casa de Custódia de Viana, local em que há várias denúncias de tortura e mutilação. A família de William Furtado, de 24 anos, aponta que ele foi torturado por policiais como um revide ao crime pelo qual foi condenado.
O laudo cita a existência de mais de 50 contusões de formas diversas em todo o dorso e na região lombar. Com base no exame, a esposa de William, Priscila de Oliveira, vai buscar indenização e quer punição para os responsáveis. Ela afirma que “sempre bateram nele, mas nunca foi tão sério quanto dessa vez. Ficou todo lesionado nas costas, no joelho, no rosto e no peitoral”. Priscila lembra que, ainda que o crime cometido pelo marido seja grave, a função do Estado é prepara-lo para não reincidir na prática.
O secretário de Justiça do Espírito Santo, Ângelo Roncalli, afirmou que a Corregedoria da Polícia Militar vai investigar o caso com acompanhamento do Ministério Público. Ele ressaltou que situações de tortura, “lamentavelmente”, não ocorrem à luz do dia, o que dificulta a identificação dos responsáveis.

Com informações da Agência Brasil.

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