Diário do Bolso

Diário, eu li um livro! O nome dele é ‘Meu pai, o guru do presidente’

No livro, tem umas novidades que eu não sabia. Por exemplo, a Eugênia, mãe da autora, tentou se matar enquanto o Olavo dormia com uma aluna dele

Montagem / Reprodução

Diário, eu li um livro!

E quase inteiro! Só não li o posfácio, porque era muito comprido.

O nome dele é “Meu pai, o guru do presidente”. Foi escrito pela Heloísa, uma filha do Olavo de Carvalho (ele também fraquejou, kkk!) e por um cara chamado Henry Bagulho, Braguilha, Bugalho, ou alguma coisa assim.

No livro tem umas coisas que eu já sabia, tipo que o Olavo era astrólogo e teve uma escola desse treco (por mim, tudo bem, porque astrologia é uma ciência séria, cheia de números).

Mas tem umas novidades que eu não sabia. Por exemplo, a Eugênia, mãe da autora, tentou se matar enquanto o Olavo dormia com uma aluna dele. Aí a Eugênia foi para um hospício e a Heloísa ficou morando com o Olavo e a aluna.

Nisso, o Olavo se esqueceu de matricular a menina na escola. Mas acontece, pô. Que culpa ele tem se a mãe da Heloísa estava no hospício? Aliás, o livro diz que o próprio Olavo se internou num hospício depois de um ataque de nervos. Que loucura! 

E tem mais. O livro conta que ele foi militante do partido comunista e até participou de um sequestro com cárcere privado. Conta que em 1982 o Olavo fez parte da seita Tradição, uma aí que foi acusada de extorquir dinheiro dos seguidores (ainda bem que acabou esse mimimi de dizer que é feio religião receber dinheiro dos fiéis). E conta que em 1984 ele virou muçulmano e fez a sua própria seita, pra onde foram vários ex-integrantes da Tradição.

Nessa época ele passou a usar o nome de Sid Mohammad Ibrahim. Daí o Sid-Olavo e vários seguidores foram morar juntos numa casa na Bela Vista, em São Paulo. O danadão já havia trocado aquela aluna por outras três outras esposas. Todas ao mesmo tempo. Meu ídolo!

Depois ele foi para a Romênia e parece que lá fez um estágio com grupos de extrema-direita. Foi quando o cara mudou de astrólogo para filósofo. Se bem que o livro diz que o Olavo não propõe dúvidas, como as filosofias, mas certezas, como as religiões. Pô, mas, francamente, dúvida pra quê?

Em resumo, Diário, o cara abandonou a escola no ginásio, esteve internado em manicômio, foi astrólogo, polígamo, participou de sequestro com comunistas e fez parte de umas seitas esquisitas.

Mas e daí?

Torero

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