Diário do Bolso

Diário, invadi o jogo dos Amigos do Lula e do Chico contra os Amigos do MST

Foi um futebol estranho, com todo mundo atacando pela esquerda e aquela mistureba de gente que essa turma gosta. Só balbúrdia

Claudia Motta/RBA
Galera que foi no campo do MST tinha uma cara de balbúrdia terrível

Diário, ontem eu fiz uma coisa muito perigosa. Dei uma de espião!

Botei uma barba postiça, um boné e fui até a Escola Nacional Florestan Fernandes. Uma escola do MST. É que ia ter um jogo de futebol lá entre Amigos do Lula e do Chico Buarque X Amigos do MST, e eu quis aproveitar para ver como se comporta o inimigo.

Bom, tá na cara que a frequência do lugar era péssima. Estava cheio de esquerdófilos, ecocomunistas, vermelhopatas, barbudinhos e mulheres de cabelo colorido. E tinha uns famosos, como o Lula, que não tirava um chapéu, o Chico Buarque (ainda bem que ele não me reconheceu, senão ia implorar para eu assinar aquele diploma dele), o Xico Sá, o Chico César, o Chicão Frateschi e o Chico Diaz. Meu deus, como tinha chicos! Ainda bem que não dei esse nome pra nenhum filho meu!

O juiz foi aquele tal do Juca Kfuro. E também estava lá o tal do José Ultrajante.

O primeiro gol foi do Lula. De pênalti. Também, pudera, deixaram o Lula Livre! Se o juiz fosse o Moro, tinha expulsado o Nove Dedos antes do apito inicial.

Foi um jogo bem estranho, porque os dois times só atacavam pela esquerda. E os jogadores do MST não podiam ver um pedaço de campo que já iam lá ocupar. Eles tanto invadiram a área dos lulochiquistas que conseguiram empatar o jogo.

Depois a coisa ficou meio devagar. Mais de meia hora sem sair gol nenhum. Então, faltando três minutos para acabar, entrou um cara ótimo! Um tal de Torresmo, Tornero, Tolero, sei lá o nome do sujeito. O que eu sei é que ele avançou até a linha de fundo, passando bravamente por um menino de oito anos e uma menina de doze, cruzou para a área, teve um salseiro e marcaram pênalti. O Chico Buarque cobrou, marcou e logo apitaram fim de jogo.

Olha, Diário, achei tudo muito estranho. As pessoas cantavam o tempo todo, tinha bandeira vermelha por todo lado, as paredes estavam com umas pichações coloridas e, tanto no campo como na arquibancada, tinha uma mistureba dessas que a esquerda gosta. Jogou criança, mulher, velho, grosso, craque, gordo, magro, preto, branco, cabeludo, careca e até gente de muleta!

Meu Jesus Cristo da Goiabeira! É essa balbúrdia que a gente tem que combater.

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