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Primeiro álbum do Barão Vermelho é relançado com faixa inédita

por guibryan1 publicado 15/01/2013 17h29

Disco de 1982 marcou para sempre a história do rock brasileiro (Foto: Gabriel Wickbold)

O relançamento de um álbum histórico é um sempre um bom motivo para comemorar. Ainda mais se tratando de algo que estava fora de catálogo há muito tempo e volta numa edição caprichada, com uma canção inédita arrasadora. É o que ocorre com Barão Vermelho, lançado em 1982, o primeiro trabalho da banda formada por Cazuza (voz), Roberto Frejat (guitarra), Mauricio Barros (teclado), Guto Goffi (bateria) e Dé (baixo).

Sorte e Azar é um blues. “Tudo é questão de obedecer ao instinto/ Que o coração ensina a ter/ Correr o risco, apostar num sonho de amor/ O resto é sorte e azar, é sorte e azar/ E se, por acaso, for bom demais / É porque valeu.” A canção foi gravada pelos integrantes originais da banda, a partir da base vocal deixada por Cazuza na época da realização do álbum, e o resultado é surpreendente. 

“O material é variadíssimo, indo do rock ao reggae e passando pelo blues de forma cristalina. Um recardo jovem e certeiro costurado por versos geniais que não mentem nunca”, dizia o produtor Ezequiel Neves, na revista Som Três de julho de 1982. E estava coberto de razão, o que se pode comprovar ouvindo os hoje clássicos Todo Amor Que Houver Nessa Vida, Rock’n Geral e Down em Mim. Mas há outras faixas fantásticas, como a crônica da noite carioca Billy Negão, Ponto Fraco, Certo Dia na Cidade e Posando de Star:

Duas canções do álbum aparecem em versões diferentes, uma delas inédita – Nós e Por Aí (take alternativo). O encarte traz muitas fotos da época, algumas inéditas, e depoimentos de Léo Jaime e Guto Graça Mello.

“Tudo o que me empolgou em O Passo do Lui, Cabeça Dinossauro, Nós Vamos Invadir Sua Praia já estava encapsulado no primeiro do Barão. Todo jovem que se move na música hoje no Brasil deve muito mais a Cazuza, Frejat, Dé, Guto Goffi e Maurício Barros do que pode imaginar”, declara Caetano Veloso.

Eis, portanto, a merecida volta de um álbum que marcou para sempre a história do rock brasileiro. O mais surpreendente é saber também que ele foi gravado em tempo recorde – 48 horas dividas em dois finais de semana de maio de 1982, em total clima de festa e urgência. E que versos certeiros como “Eu quero a sorte de um amor tranquilo/ Com sabor de fruta mordida” ecoem para sempre.

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