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Barão Vermelho mostra potência roqueira em show de clássicos

por guibryan1 publicado 10/12/2012 13h10, última modificação 11/12/2012 15h30

Mauricio, Frejat e Fernando: velha garra e clássicos do rock nacional em show que percorre o Brasil (©M. Rossi/divulgação)

Há cinco anos os integrantes do Barão Vermelho não dividiam o mesmo palco em São Paulo. Mas a espera valeu bastante a pena. Poucas vezes se viu uma banda tão afiada e destilando um rock and roll com tanta qualidade como na noite deste sábado (8), no Credicard Hall, em São Paulo. Esse show já havia sido realizado na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, em 20 de outubro, e agora segue para Brasília, Niterói (RJ), Fortaleza (CE), Recife (PE), Búzios (RJ) e Vitória (ES), até março de 2013.

Roberto Frejat (guitarra e vocal), Guto Goffi (bateria), Peninha (percussão), Rodrigo Santos (baixo), Fernando Magalhães (guitarra) e Mauricio Barros (teclado) relembraram grandes sucessos, canções menos conhecidas, principalmente da primeira fase da banda (ainda com Cazuza nos vocais) e interpretaram também clássicos de outros artistas que já haviam sido gravados por eles.

Dessa vez, ficou de fora do show a versão de “(I Can’t Get No) Satisfaction”, dos Rolling Stones, mas apareceu a bonita e inédita “Sorte e Azar”, cantada por Frejat e que na edição remasterizada do primeiro álbum conta com os vocais originais e inéditos de Cazuza.

Com meia hora de atraso, o Barão Vermelho entrou no palco as 22h30 e ali permaneceu por praticamente duas horas, incluindo os dois bis. E o que se viu foi uma potência sonora inacreditável e extremamente afiada, começando com “Por que a gente é assim?”.

Do primeiro e homônimo álbum da banda, que completa agora 30 anos, também vieram “Ponto fraco”, “Menina mimada”, “Bilhetinho azul”, “Todo amor que houver nessa vida”, “Down em mim” e “Billy Negão”. Ainda na linha das canções pouco conhecidas, “Carne de pescoço” foi recuperada do álbum “Barão Vermelho 2”.

Já os grandes sucessos foram responsáveis por mapear as mais diferentes fases da banda. Estavam ali desde “Pro dia nascer feliz”, “Bete Balanço” (que foi unida com “A chave da porta da frente”) e “Maior abandonado” até “Cuidado”, passando por “Pense e Dance”, “Meus bons amigos”, “Política voz / Tão longe de tudo”, “Por você”, “Puro êxtase” e “Declare guerra”.

De outros artistas, vieram “Quando o sol bater na janela do teu quarto”, da Legião Urbana; “Vem quente que eu estou fervendo”, de Roberto e Erasmo Carlos; “Malandragem dá um tempo”, de Bezerra da Silva; e “Tente outra vez”, do Raul Seixas.

No final, Frejat, que já tinha homenageado Cazuza em “Sorte e azar” e “O poeta está vivo”, fez questão de frisar a “ausência tão presente” do antigo companheiro de banda, falecido em 1990, e do eterno amigo, produtor e muso inspirador Ezequiel Neves, que se foi 20 anos depois. E fez uma interpretação bastante pessoal e emocionante de “Codinome Beija-Flor”, justamente de Cazuza, Zeca Jagger (apelido de Ezequiel) e Reinaldo Arias: “Pra que mentir / Fingir que perdoou / Tentar ficar amigos sem rancor / A emoção acabou / Que coincidência é o amor / A nossa música nunca mais tocou”.

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