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Livro sobre Equador e Rafael Correa tem lançamento terça-feira em Brasília

por Redação da RBA publicado 12/05/2012 17h02, última modificação 13/05/2012 11h44

O livro O Equador é verde – Rafael Correa e os paradigmas do desenvolvimento, do jornalista Tadeu Breda, será lançado na terça-feira (15) em Brasília. A obra é a soma de reportagem no local dos fatos e de análise acadêmica do Equador contemporâneo.

O autor, repórter da Rede Brasil Atual, acompanha durante o agitado ano de 2009, o processo eleitoral que culminou na reeleição de Rafael Correa, presidente desde 2006. São entrevistados os candidatos de oposição, Álvaro Noboa e Lucio Gutiérrez, e o repórter passa semanas no encalço de Correa, acompanhando embates ideológios à esquerda e à direita do espectro político.  

Ao abordar a questão das eleições, o livro vai além e passa a discutir os limites do processo reformista comandado por Correa e as contradições inerentes a uma presidência de esquerda latino-americana. Assolado por seguidos golpes de Estado, o Equador tenta garantir uma estabilidade inédita e apagar seu passado de “república de bananas”, exposto na entrevista de Noboa, poderoso empresário e conexão com uma história de intervenção direta dos Estados Unidos nas eleições locais. 

Merecem destaque os capítulos que tratam dos erros e acertos dos grupos indígenas no caminho de sua "descolonização" e da discussão sobre o chamado “socialismo do século 21”, ou um socialismo indoamericano, expressões cunhadas na Venezuela de Hugo Chávez e na Bolívia de Evo Morales, mas que, como se vê no livro, guardam diferenças e particularidades que tornam difícil a rotulagem das mudanças em curso na região.

Ao abordar os erros de alguns dos mais fortes grupos políticos dos povos originários, Tadeu Breda oferece uma leitura sobre a nova Constituição, que reconhece a plurinacionalidade equatoriana, mas impõe uma série de dúvidas sobre a real possibilidade de convivência entre um modelo extrativista e o respeito aos direitos ancestrais sobre a Pachamama – a Mãe Terra. 

É a questão ambiental, aliás, que salta aos olhos na discussão sobre o Equador contemporâneo. O presidente Rafael Correa não abre mão da exploração do rico petróleo que abunda em terras equatorianas e que garante um Produto Interno Bruto (PIB) polpudo, mas de consequências sociais duvidosas. O livro levanta a discussão: mantida intacta, a Amazônia não vale mais do que sendo explorada para um proveito limitado no tempo e restrito em número?

Entra em cena o caso de Shushufindi, povoado assolado há décadas pela exploração irresponsável da Chevron – e, depois, da estatal Petroecuador. O caso foi retratado em reportagem publicada na Revista do Brasil e se arrasta até hoje entre inúmeros recursos e desvios protelatórios da empresa norte-americana, responsável também por acidentes recentes na costa brasileira. 

O livro tem tempo, ainda, para um capítulo analisando o que, de fato, ocorreu em setembro de 2010, quando Correa ficou cercado em um hospital de Quito por policiais amotinados. Terá sido um golpe de Estado ou uma revolta por aumento salarial? Questões a serem discutidas por O Equador é verde. Quem não puder ir ao lançamento em Brasília, pode conferir mais sobre o livro – e adquiri-lo – no site.

"O Equador é verde – Rafael Correa e os paradigmas do desenvolvimento"
Quando: 15 de maio, a partir das 19h.
Onde: Livraria Sebinho SCLN 406 - Bloco C - Loja 44. Asa Norte, Brasília-DF
http://www.latitudesul.org/livro/