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Aniversário de São Paulo termina com Ney Matogrosso "burocrático" e vaias a Kassab

por guibryan1 publicado 26/01/2012 16h35, última modificação 26/01/2012 18h11

O cantor Ney Matogrosso, durante show, pouco inspirado, pelo aniversário de São Paulo (Foto: ©Sylvia Masini/Divulgação)

Pontual, o cantor Ney Matogrosso, de 70 anos, entrou às 20h no palco armado exclusivamente para ele na Praça da República, na festa de aniversário de 458 anos de São Paulo, na quarta (25). Usando um figurino elegante e comportado, um terno cinza assinado pelo estilista Ocimar Versolato, o artista interpretou principalmente as canções de seu mais recente trabalho, “Beijo Bandido”, lançado em 2009 e que rendeu CD e DVD ao vivo, no ano passado. 

O repertório foi exatamente igual ao dos outros shows. A primeira canção foi “Tango pra Tereza”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim. Ela foi seguida por “Da Cor do Pecado”, de Bororó; e “Fascinação”, consagrada na voz de Elis Regina. Também chamou atenção a gravação da balada pop “Nada por Mim”, de Herbert Vianna e Paula Toller, que fez sucesso com a cantora Marina Lima. No bis, o artista relembrou um dos maiores sucessos do grupo Secos & Molhados, com o qual iniciou a carreira na primeira metade da década de 1970, “Fala”. 

Uma reclamação generalizada foi a da ausência de telões – havia apenas um de pequenas dimensões, instalado do lado oposto do palco, numa das laterais da praça. Foi preciso bastante malabarismo para tentar enxergar pelo menos um pouco do bonito jogo de cores produzido pela iluminação ou as imagens projetadas no fundo do palco. Algo também sempre aguardado no show de Ney Matogrosso, que é um dos melhores diretores e iluminadores de espetáculos no Brasil.

Em nenhum momento do show houve alguma homenagem especial a cidade de São Paulo, algo que era, no mínimo, esperado naquele que foi considerado o evento principal da festa. Além disso, Ney Matogrosso, natural de Bela Vista (MS), pouco conversou com o público. Logo após a primeira canção, ele agradeceu o convite da “cidade que considero meu berço”. Preferiu, no então, não quebrar o protocolo e nada foi preparado especialmente para a ocasião. Uma pena. Ao mesmo tempo, porém, esse talvez seja um bom modelo para se entender como a política cultural vem sendo tratada pela administração pública na capital paulista.

Aliás, registre-se: Assim que Ney saiu do palco, boa parte do público começou espontaneamente a xingar e a vaiar o atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD). 

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