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Antonio Adolfo homenageia Guinga e Chico Buarque em 'Chora Baião'

por guibryan1 publicado 20/10/2011 19h39, última modificação 20/10/2011 20h16

O novo CD de Antonio Adolfo, Chora Baião (divulgação)

O pianista e compositor Antonio Adolfo, autor de clássicos como “Sá Marina”, “BR-3”, “Teletema” e “Juliana” resolveu mostrar aos gringos como se toca choro e baião, e para isso buscou inspiração na fonte de dois grandes mestres da música brasileira, que, segundo ele, conseguem misturar de maneira moderna os dois ritmos – Guinga e Chico Buarque. O resultado é o ótimo CD “Chora Baião”.

Antonio Adolfo também é conhecido por ter sido pioneiro da produção musical independente. Em 1977, utilizando equipamentos de seu estúdio doméstico, produziu e gravou o LP "Feito em Casa", que saiu com o selo "Artezanal". O próprio músico saiu às ruas para vender o disco para as lojas. A iniciativa motivou o surgimento de diversos outros artistas, de variadas correntes musicais, que viram na produção independente a possibilidade de divulgar seus trabalhos, à margem das leis impostas pelas grandes gravadoras.

O novo álbum é praticamente instrumental, com exceção das sofisticadas “Você, Você”, parceria de Guinga e Chico Buarque, e “A Ostra e o Vento”, cantadas por Carol Saboya. De Guinga, aparecem também “Dá o Pé, Loro”, “Nó Na Garganta”, “Di Menor”, parceria com Celso Viáfora, e “Catavento e Girassol”, parceria com Aldir Blanc. Chico Buarque é representado por “Gota D’Água” e “Morro Dois Irmãos”. Depois de tanta pesquisa em gravações e songbooks, o próprio Antonio Adolfo se inspirou para compor duas canções inéditas – a faixa-título e “Chicote” – e resolveu incluir também “Chorosa Blues”.

Em “Chora Baião”, Antonio Adolfo é acompanhado por ótimos músicos, que dão um tom bem jazzístico ao trabalho. São eles Leo Amuedo, na guitarra; Jorge Helder, no baixo; Rafael Barata, na bateria; e Marcos Suzano, na percussão. O resultado é surpreendente, com várias releituras bem pessoais, o que pode ser conferido, por exemplo, no sucesso “Catavento e Girassol”.

Essa não é a primeira vez que o pianista e compositor revisita a obra de outros artistas, tanto que já foi bastante premiado pelo passeio que fez pela música de Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth. Dessa vez, a ideia do novo álbum surgiu quando estava nos Estados Unidos. Desde 1985, ele também mantém um centro musical que leva seu nome, no Leblon, no Rio de Janeiro.

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