Chacina oficial

A ‘política’ de segurança pública do Rio mata, inclusive, policiais

Foi uma operação da Polícia Civil. Isto é, uma chacina levada a cabo pela Polícia Civil. Ninguém pode justificar a morte de 24 pessoas em nome da lei. A lei não admite rito sumário. Isso é chacina

Reprodução/TV Globo
Funeral do policial morto durante operação que terminou em chacina em Jacarezinho

Sofremos mais uma chacina no Brasil, dessa vez, no Jacarezinho. Vinte e cinco pessoas morreram, uma delas era policial. Foi uma operação da Polícia Civil. Isto é, uma chacina levada a cabo pela Polícia Civil. Ninguém pode justificar a morte de 24 pessoas em nome da lei. A lei não admite rito sumário. Isso é chacina. O policial tem sido celebrado como um herói, mas, de fato, ele foi assassinado pela política de Segurança Pública do Estado, ou melhor, pela falta de política pública do Estado para o combate às drogas. E foi em nome dessa ausência de política pública que a chacina aconteceu. Uma política de combate às drogas vigia as fronteiras por terra, mar e ar para impedir o contrabando das drogas ou de armas, assim como o transporte em território nacional.


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E política de combate às drogas descobre e pune os senhores do tráfico, independente do cargo político/público que tenham, ou da forma como trabalham a sua imagem pública. E, ainda, segue o dinheiro e trabalha para impedir a capitalização ou a lavagem do dinheiro dos traficantes. Faz parte, também, desse combate, construir uma inteligência policial especializada, entendendo que o confronto nos pontos de vendas, além de ser ineficaz expõe inocentes a risco fatal. Assim como uma política de combate deve entender que a pior postura é a de estigmatizar o vendedor dos pontos de vendas, o qual, na maioria dos casos, é um ser humano com pouquíssimas opções de sobrevivência, fruto da ineficácia política socioeconômica do Estado.


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Política de combate às drogas entende que a adicção é um problema de saúde pública. E tem todo um trabalho junto aos consumidores, através de conscientização em massa, e de serviço de recuperação para os adictos. Portanto, política de combate às drogas estuda, seriamente, como tirar a droga da mão dos grandes traficantes, considerando, inclusive a legalização. Ou seja, promove estudos para a viabilização de uma solução a partir do Estado.

RBA

Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito