Em oração

Tempos sombrios. É cada vez mais assustador ser brasileiro

Pandemia, cloroquina, não cloroquina, governo contra pobres, milícias. Fé e trabalho pra nos salvar

Marcos Corrêa/PR - Arquivo pessoal

O sindicato dos médicos do Rio Grande do Norte emitiu um comunicado, dizendo que é contrário ao lockdown no estado e a favor de tratamento precoce com hidroxicloroquina, que o isolamento deve ser seletivo, e fez isso para confrontar o Sindsaúde de lá, que solicitou decretação de lockdown no estado.

E aí fiquei sabendo que a questão da extensão da quarentena, assim como a forma de estabelecê-la, virou uma briga médica.

E, pela postagem onde vi o comunicado, soube que há médicos “cloroquiners” e “não cloroquiners”.

Não bastasse o presidente bancar de médico e receitar cloroquina, prescrevendo inclusive a dosagem, médicos de verdade bancam de políticos e disputam questões técnicas como se disputa preferência ideológica.

E o presidente “passeia na lua cheia… um monstro passeia na lua cheia”.

E quem paga por tudo isso? A população.

Me lembra Jesus Cristo chamando os fariseus de lobos quando deveriam ser pastores das ovelhas.

E os pedidos de impeachment aumentam, mas o presidente da Câmara diz que não é apropriado em meio a uma pandemia, embora o presidente seja o maior obstáculo ao enfrentamento da pandemia.

E o Enem, que já foi uma solução, agora passou a ser uma coação, ou uma ameaça, ou uma tortura. Enfim, uma ação do governo vigente.

E, segundo o vice-presidente, o presidente não governa porque o Judiciário, o Congresso, a oposição, os prefeitos e governadores não deixam… faltou só mencionar o papa.

E há quem acuse o presidente de ter sugerido armar a população contra os governadores… acho que essa fala está aquém de qualquer comentário, mas não devia estar além das medidas legais.

E tem 300 pessoas acampadas em Brasília, suspeitas de estarem armadas, mas nada acontece. Inclusive já foram acusadas de formarem um grupo paramilitar. O Ministério Público pediu que o acampamento fosse desmontado, mas a Justiça nega.

É cada vez mais assustador ser brasileiro!