Acabou!

É tetra! Alemanha faz história e leva o título da Copa de 2014

Seleções fazem jogo parelho, com chances para ambos, mas sem grito de gol nos 90 minutos. Götze é o herói alemão

DIEGO AZUBEL/EFE
Alemanha

Raça, tática e técnica: Alemanha campeã com justiça

São Paulo – A Alemanha é tetracampeã do mundo. Após 90 minutos e quase toda a prorrogação, Göetze marcou aos 8 da etapa final do tempo extra e fez história. Pela primeira vez, uma equipe europeia se sagrou campeã do mundo na América do Sul.

No primeiro tempo, a proposta da equipe de Messi mostrava-se a mesma adotada durante todo a Copa: a seleção se fecha com duas linhas defensivas de quatro, esperando pelo contra-ataque com Messi e Higuaín, abrindo mão da posse de bola. Na etapa inicial, os europeus tiveram 63% de posse de bola, enquanto os sul-americanos estiveram com a redonda em 37% do tempo.

Sem Khedira, que se contundiu no aquecimento, Joaquim Löw entrou em campo com Kramer, que saiu também por contusão. Com a entrada de Schürle, Özil passou a fazer a função de meia centralizado, o que melhorou o desempenho germânico. Após sofrer com contra-ataques portenhos em parte da etapa inicial, os alemães tomaram conta da partida nos últimos oito minutos, acertando a trave de Romero e variando mais os lances ofensivos, principalmente pelos lados do ataque.

No início do segundo tempo, Lavezzi saiu para a entrada de Aguero na Argentina. Aos poucos, a intensidade do jogo foi caindo e os treinadores foram alterando as seleções, com os sul-americanos dando atenção à parte física e os europeus buscando variar o jogo, mas sem real efetividade.

Com o passar do tempo, as oportunidades de gol foram se tornando escassas e a partida caiu em nível técnico, com diversos erros de passe e certo medo das duas equipes em chegar ao ataque. Mesmo assim, os germânicos conseguiram chegar mais no campo adversário, com os argentinos buscando recuperar a bola e sair rápido para o ataque, sem sucesso.

Na prorrogação, a Alemanha quase marcou no início, mas Palacio teve a bola do jogo e perdeu diante de Neuer. A partir daí, prevaleceu a maior ofensividade germânica e também o preparo físico, sendo que a Argentina poderia ter ficado sem dois atletas, Mascherano e Aguero, caso o árbitro tivesse o mesmo rigor dos 90 minutos.

Em jogo tenso, a definição veio com um jovem jogador que estava no banco, depois eleito o melhor da partida. Schürrle avançou pelo lado esquerdo do ataque e encontrou Mario Götze sozinho na área. Ele matou no peito e tocou cruzado para o gol, assegurando a vitória alemã. Em uma Copa na qual o Brasil primou muito mais pela organização fora de campo do que dentro dele, o título ficou em boas mãos. E bons pés.