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Brasil x Chile: retrospecto em Copas favorece a seleção

Em três edições da Copa do Mundo, seleção é 100% contra chilenos. Relembre como foi
Publicado por Futepoca
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Marcello Casal Jr/ABr
Daniel Alves brasil chile

Daniel Alves divide bola nas oitavas de final da Copa de 2010

O retrospecto brasileiro contra os chilenos em Copa do Mundo é amplamente favorável à seleção canarinho. Foram três partidas em mata-mata, todas com vitória do Brasil, e saldo de oito gols a favor, com onze tentos anotados e três sofridos. Entre as curiosidades, a força da jogada aérea. Em todas as pelejas a seleção marcou pelo alto, três vezes em 1962 e uma vez em 1998 e 2010.

Confira abaixo como foram os confrontos:

Brasil 4 x 2 Chile – a seleção rumo ao título de 1962

A seleção brasileira encontrava na semifinal daquele mundial o time da casa. Segundo o livro O Mundo das Copas, de Lycio Vellozo Ribas, a delegação evitou consumir a comida do hotel na véspera do jogo por medo de sabotagem, ficando no lanche com salame, mortadela, queijo e pão.

Em campo, o fantasma dos Andes começou a ser espantado aos 9 minutos quando, após cruzamento de Zagallo, a bola sobrou para Vavá, que tocou para Garrincha fuzilar o goleiro Escuti com um chute de pé esquerdo. Aos 21, o atacante do Botafogo marcou de cabeça, depois de escanteio cobrado pelo futuro técnico da seleção e companheiro de equipe.

Quase no fim da primeira etapa, aos 41, Toro descontou. Mas como era bom ter Garrincha… Ele bateu escanteio aos 3 do tempo final para Vavá fazer de cabeça. Com um pênalti duvidoso, o Chile diminuiu aos 17 minutos, com cobrança de Leonel Sanchez, vice-artilheiro da competição e o jogador que marcou mais vezes na história da seleção do seu país. Mas Vavá tranquilizou a nação aos 33, de novo no cabeceio. A partida terminou com duas expulsões: uma de Landa, que fez falta desleal em Zito, e de Garrincha, que revidou em cima de Rojas.

 

Brasil 4 x 1 Chile – o duelo de 1998 parecia difícil. Mas não foi

A seleção vinha cambaleante no início da competição, com uma derrota inesperada para a Noruega na peleja final da fase de grupos. Já o Chile havia se classificado com três empates, um deles contra a então vice-campeã Itália, e outros dois contra Áustria e Camarões.

Os chilenos tinham Sierra, Ivan Zamorano e Marcelo Salas. O Brasil tinha Ronaldo, Rivaldo… e César Sampaio, que abriu o placar, de cabeça, aos 11 da etapa inicial. E o volante marcou também o segundo aos 27, depois de cobrança de falta de Roberto Carlos que desviou em Bebeto e sobrou para o jogador do Yokohama Flugels fazer.

Aos 45, ainda do tempo inicial, Ronaldo disparou e sofreu pênalti do goleiro Tapia, que viria a atuar no Santos sem muito sucesso em 2004. Ele chegou a tocar na bola na cobrança do Fenômeno, mas a redonda entrou. Os chilenos descontaram aos 23 com Salas e Ronaldo fechou a conta no minuto seguinte, sufocando um esboço de reação do adversário.

 

Brasil 3 x 0 Chile – outra vitória, de novo nas oitavas

A seleção comandada por Dunga fez seu melhor jogo contra o time andino. Na ocasião, Ramires entrou no lugar de Felipe Melo, contundido, e Daniel Alves ocupou o lugar de Elano, também lesionado. O lateral jogou como meia, função que já havia exercido na Copa América de 2007, e o passe no meio de campo e a transição para o ataque melhoraram com as alterações.

O zagueiro Juan, aos 34, deu início à vitória pelo alto, em cobrança de escanteio. Somente três minutos à frente, Luis Fabiano recebeu belo passe de Kaká, driblou o arqueiro Claudio Bravo, e fez o segundo tento do jogo.

Na etapa final, Marcelo “El Loco” Bielsa colocou Valdívia no lugar de González, mas isso não foi o suficiente para que sua equipe empatasse o duelo. Ramires executou um rápido contra-ataque e passou para Robinho, o jogador que mais marcou gols contra o Chile na história da seleção brasileira, fazer o terceiro tento brasileiro.