#8M

Bares apresentam programação especial para reafirmar luta das mulheres

Casas comandadas por mulheres ajustam “cardápio” para celebrar este 8 de março com as bandeiras da democracia e igualdade

reprodução/a revolucionária
Toda mulher é revolucionária: bares e espaços culturais comandados por mulheres são destaque no mês

São Paulo – O Dia Internacional da Mulher não será celebrado apenas nas ruas, mas também por bares que respeitam valores como democracia e diversidade, e estão abertos para a defesa da igualdade de direitos e oportunidades entre todos.

No contexto de ataque a direitos e retrocessos impostos pelo governo Bolsonaro, a RBA volta a reunir dicas de bares que respeitam a democracia e, especialmente, as mulheres. São bares e centro culturais, entre outros, com uma programação voltada para este 8 de março.

Para começar, o Espaço de Cultura e Arte da Cervejaria Zuraffa (Zeca), que fica em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, fez uma extensa programação durante todo o mês. Serão oito rodas de conversa, além de oficinas e vivências. As atividades começam neste sábado (7) e vão até o dia 28. A cervejaria é um dos destaques do guia colaborativo da #RBA de bares bacanas.

•  Bares onde cerveja gelada, respeito e defesa da democracia são destaque no cardápio

“Representatividade, empoderamento feminino e sororidade: três conceitos que o Zeca sempre cultuou. Com Miriam Moraes e Simone Carvalho na sociedade desde sua inauguração, a casa defende a presença das mulheres no mundo cervejeiro e em todos os outros universos que desejarem”, afirma a equipe do local.

Programação Zuraffa

RODAS DE CONVERSA, das 19h30 às 21h00:

10/03 – Mulheres cervejeiras com Simone da Zuraffa, Cris da Tarantino, Beatriz da Nacional, Melissa da Benedita´s e Rebeca da Tribal

12/03 – Mulher & Mídia – Renata Mielli – Jornalista e secretária-geral do Centro de estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

19/03 – Mulheres na MPB por Jair Marcatti

24/03 – Empreendedorismo feminino com Renata Lutz Sebrae

21/03 – Mulheres na Ciência coordenação de Letícia Pichinin – Pint of Science

26/03 – Militância ontem e hoje com Anita Leocadia Prestes e Ana Laura

27/03 – Música ao vivo e poesia com Renata Braga

28/03 – Cine Birita – curtas-metragens dirigidos por mulheres

OFICINAS e VIVÊNCIAS:

07/03 14h – Oficina Tecelagem com Cris da Comfio

14/03 14h – Oficina Bolsa Antonella com a Kátia da Donah Criações

15/03 09h – Se vira Mulher – Elétrica

15/03 14h – Se vira Mulher – Marcenaria

21/03 09h – Se vira Mulher – Pintura e Papel de Parede

21/03 09h – Se vira Mulher – Revestimentos

22/03 09h – Se vira Mulher – Jardinagem

28/03 14h – Crochê para iniciantes, destros e canhotos com Tania da La Tanita e Katia da Donah Criações

28/03 14h – – Tarô com Vivi Alves

Mais bares

Outro destaque fica por conta do Boteco A Revolucionária, na Barra Funda, também na zona oeste paulistana. O bar foi criado e é comandado por Valleria Lariuty, que passou por um relacionamento violento e abusivo, sobrevivendo a três facadas de seu ex-companheiro. No bar e no samba, a paulistana conseguiu superar a difícil situação e hoje é protagonista de sua história.

“Trabalhei cinco anos numa ONG convivendo diariamente com mulheres que sofriam tudo que eu tinha sofrido. A violência é constante e percebi isso vendo aquelas meninas (…) Acho que toda mulher é revolucionária”, disse, em entrevista para o portal Universa.

Outros refúgios para guerreiras também estão no guia de bares da #RBA. Um deles é o Alvenaria Espaço Cultural Colaborativo, que fica em Perdizes, zona oeste de São Paulo. Ensaios, cursos, produções de foto, além de uma lojinha colaborativa e um café/bar. Tem tudo isso no espaço idealizado por Bia Toledo e Tati Bueno, gerido por mulheres.

Já o Bia Hoi, que fica na República, no centro da capital, é um boteco vietnamita que homenageia uma das invenções mais democráticas do mundo: a cerveja. Bia hoi é chope em vietnamita e é também o nome dos locais onde os trabalhadores de Hanói se encontram para colocar o papo em dia. A equipe tem maioria de mulheres, conta com gays, negros e moradores do Centro.

Para quem é do interior de São Paulo, Campinas é sede do BarDellas. Administrado por mulheres, o espaço é aconchegante, simples, com cara de boteco, para se sentir à vontade. A cerveja gelada acompanha porções como o bolinho de feijoada, o de jiló, o croquete de berinjela. Atendimento muito elogiado.

Já no estado do Rio de Janeiro, na cidade de Teresópolis, está o Brewzin. Promove encontros LGBT, dia do bar só para mulheres, debates, cineclube, exposição de artes e são pet friendly.  Também workshops de produção cervejeira e outros produtos artesanais.

Outros bares bacanas

A lista de bares que respeitam a diversidade e defendem a democracia tem endereços para vários públicos por todo o Brasil. Confira:

Guia por Localidade – Vá direto ao ponto
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