mentiu ao mundo

Bolsonaro prometeu dobrar recursos, mas cortou verba do meio ambiente

Bolsonaro cortou R$ 240 milhões do Ministério do Meio Ambiente um dia após falar na Cúpula do Clima em dobrar orçamento

Reprodução Twitter
Bolsonaro cortou recursos para atividades de fiscalização da pasta de Ricardo Salles

São Paulo – O presidente Jair Bolsonaro anunciou hoje (23) o veto de R$ 240 milhões do Orçamento da União para ações do Ministério do Meio Ambiente. O anúncio foi feito um dia após ele mesmo afirmar, na Cúpula de Líderes do Clima, que dobraria o investimento em programas de fiscalização para o combate ao desmatamento ilegal na Amazônia. Responsável pela fiscalização e que pode exercer poder de polícia, o Ibama teve R$ 19,4 milhões vetados. E justamente para ações de combate à ação de criminosos ambientais e de prevenção e combate a incêndios, que se espalha sobre a mata devastada no período mais seco.


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Do Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra e protege as mais de 300 unidades de conservação espalhadas pelo país, Bolsonaro vetou R$ 7 milhões. O presidente ainda cortou R$ 4,5 milhões do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. E na área que abriga o programa para melhoria da qualidade ambiental urbana, R$ 203 milhões.

Governo deveria zerar

Ao Estadão, Salles afirmou que vai tratar do assunto com o Ministério da Economia. “Essa parte de adequação dos valores precisaremos ver com o ministro Paulo Guedes”, declarou. E disse ainda que o governo deveria “zerar qualquer corte e fazer o ajuste pelo dobro do previsto”.

“Um dia depois de prometer que iria dobrar os repasses para áreas de fiscalização ambiental, o governo federal anunciou um corte de R$ 240 mi no orçamento geral dedicado ao MMA. Vetos publicados afetam programas cruciais tocados pelo Ibama e pelo ICMBio”, disse a Comissão Pró-Índio por meio de sua conta no Twitter.

Mas diferentemente do Ministério da Educação, o do Meio Ambiente não teve recursos bloqueados. Enquanto os recursos contingenciados podem vir a ser liberados ao longo do ano, caso haja “folga” dentro do teto de gastos, os vetados não têm volta. 

Redação: Cida de Oliveira


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