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Pesquisa de universidade federal pode combater manchas de óleo no litoral

Resultados de um estudo desenvolvido há oito anos pela Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, propõe que o petróleo seja degradado de maneira natural a partir de emulsões adaptadas ao ambiente marinho
Publicado por Clara Assunção
11:24
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TV Viçosa/Reprodução

De acordo com pesquisadores, biodegradação é o processo que realmente pode ajudar a tratar o problema com eficácia

São Paulo – Na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, uma pesquisa pode ser a solução para os danos causados pelas manchas de petróleo no litoral do Nordeste. Desenvolvido há oito anos com amostras de uma ilha da região litorânea do Espírito Santo, o estudo propõe que o petróleo seja degradado de maneira natural. No entanto, como a água do mar não possui nutrientes como fósforo e nitrogênio, que proporcionam esta biodegradação, os pesquisadores desenvolveram emulsões de água fertilizada com esses nutrientes e óleo de canola.

A pesquisa começou a ser elaborada em decorrência da crescente exploração de petróleo na camada de pré-sal no local. Os estudiosos temiam  a ocorrência de algum acidente na região e começaram a buscar microrganismos com potencial de degradar o petróleo e que pudessem ser agentes de limpeza ambiental. O que agora pode ser aplicado no litoral do Nordeste.

“A ideia então é que, ao pulverizar essas emulsões sobre uma mancha de óleo no mar ou sobre o óleo que esteja contaminando as rochas litorâneas, essas gotículas, por serem hidrofóbicas, se colam, aderem ao petróleo, e vão lentamente sendo desfeitas. Paulatinamente, vão liberando os nutrientes que estão contidos na água, no seu interior, para os microrganismos, que estão atuando na degradação”, explica o pesquisador e professor de Biologia Marcos Rogério ao repórter André Bernardes da TV Viçosa, reproduzida pela TVT.

De acordo com Rogério, a mistura pode ser aplicada diretamente sobre as áreas contaminadas, com pulverizadores, tanto os usados na agricultura, como os costais. O professor e seus colegas de pesquisa estão em constante contato com as equipes que trabalham no derramamento de óleo na costa brasileira. Algumas amostras que já saíram de lá estão sendo encaminhadas para a UFV onde passarão por novas análises. Mas a certeza é de que a biodegradação é o processo que realmente pode ajudar a tratar o problema com eficácia.

Confira a reportagem na íntegra