em brasília

Frente Parlamentar promete lutar contra crimes ambientais

Movimento conta com 205 deputados e pretende resistir aos desmontes da legislação relativa ao meio ambiente idealizados por Bolsonaro

Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Frente Parlamentar Ambiental

Frente terá ainda o papel de fiscalizar e cobrar ações para impedir novos crimes contra o meio ambiente

São Paulo – A Frente Parlamentar Ambientalista na Câmara dos Deputados foi relançada nessa quarta-feira (27), em Brasília, e contou com o apoio de dezenas de movimentos sociais organizados com atuação de destaque no setor.

A frente conta com 205 deputados. A primeira mulher indígena eleita deputada federal na história do Congresso Nacional, Joênia Wapichana (Rede-RR), diz que terá papel importante no movimento. “Não há como desassociar os povos indígenas da proteção ambiental. Nós estamos localizados em 3% do território nacional e quase todos na Amazônia, então a gente vem se posicionar contra o latifúndio e as políticas de retrocesso”, disse ao repórter Uelson Kalinovski, da TVT

O líder caiapó e ativista ambiental cacique Raoni, do Xingu, foi o convidado de honra e denunciou os assassinatos de povos tradicionais e comunidades rurais. Ele ainda pediu aos parlamentares que sejam fortes e firmes na luta pela preservação da floresta, do meio ambiente e dos direitos dos povos originários.

O deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ), que solicitou a reabertura da frente, lembrou das vitórias do ano passado. “Essa frente conseguiu resistir às tentativas de desmonte da legislação ambiental, ao desmonte do licenciamento, à extinção da reserva nacional do cobre”, afirmou.

Entretanto, ele ressaltou que as ações de retrocessos contra o meio ambiente promovidas pelo atual governo tornarão a luta ainda mais difícil em 2019. “O desafio da frente é resistir às tentativas do governo Bolsonaro de desmontar a legislação que protege o meio ambiente, além de conquistar alguns avanços, por exemplo, aprovando a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos e o Projeto de Lei do Mar (PL 6969/2013)”.

A frente terá ainda o papel de fiscalizar e cobrar ações para impedir novos crimes contra o meio ambiente e punir os responsáveis, como nos casos dos rompimentos das barragens da mineradora Vale, em Mariana e Brumadinho.

“Nós vamos cobrar as responsabilidades de quem contribuiu para que esse crime matasse várias pessoas e atinge se gravemente o ambiente, como foi o caso de Brumadinho. É inaceitável que isso continue ocorrendo”, concluiu Molon.

Assista à reportagem do Seu Jornal, da TVT

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